Governo prepara a tesoura: por que não cortar nas emendas de relator?

O governo vai cortar despesas para cumprir o teto de gastos, sendo que ele já descumpriu essa regra por diversas vezes. A equipe econômica tem uma austeridade fiscal seletiva.

Quando quer, aumenta muito o gasto e tira do teto. Foi assim na PEC dos precatórios, com a mudança na data do indexador de inflação para favorecer o aumento de despesas. Além disso, adiou pagamentos das sentenças judicias, ou seja, pedalou essas despesas. Na PEC Kamikaze, de novo, descumpriu o teto, criando despesas próximo das eleições.

O governo já fez três cortes no orçamento, e da última vez tirou recursos da educação, da ciência e tecnologia e da saúde. Áreas prioritárias para o país, mas não para este governo. A equipe econômica poderia, por exemplo, cortar nos R$ 19 bilhões destinados às emendas de relator. Há muitas despesas não empenhadas, sendo que várias delas estão sendo fonte de corrupção no governo Bolsonaro.

Conversei ontem com o diretor-presidente da Instituição Fiscal Independente (IFI), Daniel Curi. Ele explicou que a arrecadação está subindo além da inflação, ou seja, com ganho real. Isso porque o crescimento surpreendeu no primeiro trimestre.

Paulo Guedes não está cortando gastos porque quer ajudar os pobres, mas porque espera ajudar na campanha de reeleição do presidente Bolsonaro. Há muito tempo o Ministério da Economia perdeu a preocupação em fazer análises técnicas.

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