Governo pretende facilitar operação de cruzeiros marítimos em Fernando de Noronha

Leandro Prazeres
Baía do Sancho, em Fernando de Noronha

BRASÍLIA — O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está avaliando reabrir o arquipélago de Fernando de Noronha à operação de cruzeiros marítimos e à instalação de recifes artificiais para a prática de mergulho. A informação foi confirmada pelo presidente da Embratur, Gilson Machado, e pelo senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) em vídeo postado em uma rede social.

Há sete anos, cruzeiros marítimos não operam em Fernando de Noronha com regularidade. Entre as principais causas estão restrições impostas por órgãos ambientais às operadoras que fazem o fretamento das embarcações.

No vídeo, Flávio e Gilson Machado afirmam que o governo está trabalhando para “destravar” a legislação sobre a operação de cruzeiros no arquipélago.

— Sobre a questão dos cruzeiros marítimos, dos recifes artificiais, estamos desatando os nós dessa legislação para permitir que esse segmento seja muito melhor explorado no nosso país — afirmou o senador.

Antes de assumir a presidência da Embratur, Machado era empresário do ramo de turismo no Nordeste, conclui. No vídeo, ele diz que estão fazendo a vistoria dos pontos dos recifes artificiais:

— Noronha é um dos lugares com a maior vocação do mundo para o mergulho de contemplação. Acabamos de aprovar junto à Marinha mais 12 pontos novos de naufrágio para agregar ao turismo de Noronha como também estamos destravando a volta dos cruzeiros marítimos.

A administração do local é feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco.

A exploração do turismo em Fernando de Noronha é alvo de polêmica desde o início do governo do presidente Bolsonaro. Em fevereiro de 2019, o ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonerou o então chefe do Parque Nacional Marinho do arquipélago, Felipe Mendonça.

A demissão aconteceu após uma reunião entre Salles e empresários do turismo da região. Mendonça era um crítico do aumento no número de turistas no arquipélago.

Dados oficiais indicam que, em 2018, o número de turistas no local bateu recorde, chegando a 103 mil pessoas. Até 2013, esse número era de cerca de 60 mil por ano.