Governo prorroga auxílio-emergencial por mais três meses

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O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta segunda-feira a prorrogação, por mais três meses, do auxílio emergencial. Com a medida provisória, o benefício será pago até outubro. 

A Presidência da República não informou qual será o valor do auxílio durante esses três meses.

A previsão era de que valores do programa fossem mantidos: isto é, um pagamento mensal de R$ 250 por beneficiário, mas pessoas que moram sozinhas continuariam recebendo R$ 150. Já mulheres chefes de família têm direito a bolsa de R$ 375. Ao todo, 39,1 milhões de famílias devem ser beneficiadas.

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Criado para auxiliar a população mais vulnerável economicamente durante a pandemia, o benefício emergencial previa, originalmente, o pagamento de quatro parcelas. O benefício será pago pela Caixa da mesma forma que já vinha sendo realizado antes.

Para custear os gastos com a prorrogação do auxílio, o presidente abriu um crédito extraordinário a favor do Ministério da Cidadania. A medida provisória original já previa o prorrogamento desde que houvesse espaço no orçamento para tal.

A extensão do auxílio emergencial por três meses já havia sido admitida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem dito que o benefício será mantido enquanto a medida for necessária para mitigar os efeitos da pandemia de Covid-19.

"Estamos prorrogando o auxílio emergencial por mais três meses, agosto, setembro e outubro, enquanto acertamos aí o novo valor do Bolsa Família para o ano que vem", disse Bolsonaro em vídeo publicado no Facebook.

Em novembro, segundo o ministro da Cidadania, João Roma, deve entrar em vigor o novo programa social do governo "fortalecido e ampliado" em substituição ao Bolsa Família.

Também presente no vídeo veiculado na rede social, o ministro da Economia, Paulo Guedes, lembrou que o compromisso firmado entre governo e aliados no Congresso envolve a prorrogação do auxílio e o avanço na imunização contra a Covid-19.

Guedes afirmou que a atividade econômica está "voltando" e argumentou que os três meses adicionais de auxílio irão proporcionar "proteção" enquanto não se atinge a vacinação em massa da população.

"O ministro (da Saúde, Marcelo) Queiroga prevê que em mais três meses tem o controle epidemiológico. O auxílio emergencial vai até lá, e aí aterrissamos no Bolsa Família, que o presidente também já determinou que tem que ter um valor substancial para proteger justamente a população mais frágil", disse o ministro da Economia.

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que também participou do vídeo, publicou em seu perfil no Twitter que a prorrogação é "anseio legítimo do Congresso, viabilizado pelo governo federal, em favor dos brasileiros".

O pagamento da prorrogação do auxílio será efetivado por meio de uma medida provisória, que abrirá crédito extraordinário em favor do Ministério da Cidadania.

da agência O Globo

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