Governo reserva linhas de crédito de R$ 1,3 bilhão para cafeicultores afetados por geadas

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 04.08.2021 - Ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 04.08.2021 - Ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Conselho Monetário Nacional decidiu, nesta terça-feira (17), reservar linhas de crédito para apoiar produtores de café afetados pelas geadas registradas no país nas últimas semanas. Os valores separados para os financiamentos totalizam R$ 1,3 bilhão.

As medidas de apoio serão voltadas a cafeicultores que venham as ser indicados após avaliação dos impactos econômicos da onda de frio. As geadas

A informação foi divulgada pelo Ministério da Economia. O Conselho Monetário é composto pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal.

Segundo a pasta, a medida foi uma recomendação do Ministério da Agricultura e foi adotada de forma preventiva. Os recursos tratados pela medida são do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira).

Pela medida, ficam separados para essa finalidade 20% do valor das linhas de custeio, comercialização, capital de giro e financiamento para aquisição de café. Também haverá reserva de 100% do valor da linha de recuperação de cafezais danificados.

O efeito da geada sobre o café é considerado delicado porque os pés são permanentes, sendo usados para produção e colheita em muitas safras. Com isso, a destruição provocada pelo gelo pode ter efeito negativo por um longo período.

Quando os danos são graves, os pés precisam ser arrancados. Para impactos moderados, as plantas são podadas, o que não gera uma interrupção completa, mas reduz a produção.

Para este ano, a maior parte do café nacional já foi colhida. Apesar de o impacto negativo estar previsto para a colheita de 2022, o mercado de café embutiu o efeito nas negociações e o preço subiu.

A saca de 60 quilos já bateu R$ 1 mil. O valor é aproximadamente o dobro do patamar comercializado há um ano, com alta mais intensa observada nas últimas duas semanas.

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