Governo do Rio defende vacinar adolescentes e pede que decisão de suspender imunização seja revista

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RIO — A secretaria Estadual de Saúde do Rio afirmou nesta sexta-feira que defende a vacinação dos adolescentes. Além disso, a pasta pediu ao Ministério da Saúde que revise a decisão que tirou do Plano Nacional de Imunização (PNI) a imunização dos menores de 18 anos sem comorbidades.

O posicionamento da pasta ocorre após uma reunião entre a equipe técnica e pesquisadores que integram um Grupo de Especialistas em Vigilância Epidemiológica. A pasta afirma serem seguras as vacinas contra Covid-19 em todas as faixas etárias para as quais elas foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"A vacinação em adolescentes vem ocorrendo em todo o mundo e tem se mostrado eficaz no combate à Covid-19 e segura em sua aplicação. A SES esclarece que, desde o início da vacinação em adolescentes de 12 a 17 anos, em 24.08, não houve registro de eventos adversos graves no estado."

A pasta, no entanto, diz que é preciso que o Ministério garanta o aporte de vacinas para imunizar os adolescentes sem que a aplicação das doses de reforço em idosos fique prejudicada, mas, para isso, o Ministério da Saúde precisa garantir o aporte de vacinas.

"Importante ressaltar que a aquisição de doses é uma atribuição do governo federal. A SES faz uma gestão junto ao Ministério da Saúde para que a decisão de suspender a vacinação em adolescentes seja revista", diz trecho do comunicado.

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do estado do Rio (Cosems-RJ) lamentou a decisão do Ministério da Saúde em suspender a imunização contra a Covid-19 em adolescentes entre 12 e 17 anos. Em nota, o órgão afirma que a medida "não tem respaldo científico e causa um desserviço à população, trazendo insegurança em relação à eficácia da imunização". O conselho ressalta ainda que não houve consulta prévia às representações estaduais e municipais da gestão do SUS.

"Confiamos na atuação da Anvisa que ressaltou, no dia de hoje, que todas as vacinas autorizadas e distribuídas no Brasil estão sendo monitoradas continuamente pela vigilância diária das notificações de suspeitas de eventos adversos, além de reforçar a aprovação da utilização da vacina da Pfizer para crianças/adolescentes maiores de 12 anos, em 12 de junho de 2021", afirmou o órgão.

Segundo dados do aplicativo Localiza SUS, já foram vacinadas com a primeira dose, no Estado do Rio de Janeiro, até hoje, 384.448 adolescentes entre 12 e 17 anos. O Cosems defende que "há um contrato firmado com estes adolescentes e suas famílias que deve ser honrado pelo SUS: garantir o acesso para a complementação do esquema vacinal com duas doses, no máximo doze semanas após a primeira aplicação".

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