Governo de São Paulo anuncia salário mínimo de R$ 690

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (19) o reajuste do salário mínimo regional. Desta maneira, o salário mínimo do estado será superior a R$ 690. O projeto de lei deve ser votado pela Assembleia Legislativa nos próximos dias.

O valor de R$ 690 é referente à primeira faixa salarial, que foi reajustada em 15%. Atualmente, o valor é de R$ 600. Estão incluídos nesta faixa os trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, entre outros.

Já a segunda faixa teve reajuste de 14,75%, passando de R$ 610 para R$ 700. Entre os profissionais que serão beneficiados, estão os operadores de máquinas, carteiros, tintureiros, barbeiros, garçons, cobradores de transportes coletivos, entre outros.

Na terceira faixa, que inclui os administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compras e de vendas, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, operadores de estação de rádio e de estação de televisão, de equipamentos de sonorização e de projeção cinematográfica e técnicos em eletrônica, a alteração foi de R$ 620 para R$ 710 (+14,52%).

Salário regional Instituído pela Lei 12.640/07, o piso salarial paulista tem como objetivo incrementar a renda dos trabalhadores do estado de São Paulo e a capacidade econômica dos empregadores, principalmente das microempresas e das empresas de pequeno porte.

A medida beneficia os trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, sendo que as três faixas salariais são estabelecidas conforme grupos de ocupação de trabalhadores.

Servidores públicos O governador aprovou também um novo piso salarial para os servidores públicos. O projeto, que também será enviado à Assembleia, estabelece um piso de R$ 720. Atualmente, o valor é de R$ 630.

Centrais sindicais As medidas foram tomadas em conjunto com os representantes das centrais sindicais."Durante alguns meses realizamos reuniões prévias para levarmos ao governador Geraldo Alckmin estes valores. Nosso compromisso é manter um canal permanente de diálogo com o meio sindical", explicou o secretário do Emprego, Davi Zaia.

As reuniões prosseguirão em abril, com o objetivo de aperfeiçoar o piso, incluindo propostas de antecipação dos reajustes para coincidir com a data de vigência do salário mínimo nacional, em janeiro.