Rússia abre processo por atentado contra Yulia Skripal e morte de Glushkov

Moscou, 16 mar (EFE).- A Rússia anunciou nesta sexta-feira a abertura de processos na Justiça do país pela tentativa de assassinato contra a cidadã russa Yulia Skripal, envenenada em 4 de março junto com seu pai, o ex-espião duplo Sergei Skripal, na cidade de Salisbury, no Reino Unido, e pelo "assassinato" do empresário russo Nikolai Glushkov.

"A investigação será realizada segundo as exigências da legislação russa e as normas do direito internacional e nela participarão especialistas altamente qualificados", informou a porta-voz do Comitê de Instrução da Rússia, Svetlana Petrenko.

A porta-voz disse que "um processo criminal foi aberto pela tentativa de assassinato da cidadã russa Yulia Skripal, que foi cometido com um método perigoso para o público na cidade de Salisbury".

Além disso, Petrenko acrescentou "que foi aberto outro processo criminal pelo assassinato do cidadão russo Nikolai Glushkov em Londres".

Yulia Skripal e seu pai, ex-agente dos serviços de inteligência militar russa que depois passou para o serviço secreto do Reino Unido e tem nacionalidade britânica, foram encontrados inconscientes no último dia 4 na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, e, desde então, estão hospitalizados em estado crítico.

Os investigadores britânicos garantem que eles foram envenenados com um agente nervoso de fabricação russa, por isso o governo russo - que rejeita todas as acusações - exige que o Reino Unido lhe proporcione uma amostra desse material.

Poucos dias depois do caso envolvendo o ex-espião e sua filha, o empresário e ex-vice-diretor-geral da Aeroflot, Nikolai Glushkov, foi encontrado morto em sua residência em Londres com sinais de estrangulamento.

Glushkov viva exilado no Reino Unido e era próximo do oligarca Boris Berezovski, um inimigo do Kremlin que foi encontrado enforcado em 2013 no Reino Unido.

Segundo a porta-voz do Comitê, a Rússia está disposta a cooperar nas investigações com as autoridades competentes do Reino Unido. EFE