Governo de SP já se prepara para novo salto de mortes por Covid-19 no estado

***ARQUIVO*** SÃO PAULO - SP - BRASIL - 04.02.2022 -  COVID NAS CRIANÇAS. UTI de atendimento exclusivo a crianças com covid do Hospital Cândido Fontoura, o maior do estado de São Paulo.  (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO - SP - BRASIL - 04.02.2022 - COVID NAS CRIANÇAS. UTI de atendimento exclusivo a crianças com covid do Hospital Cândido Fontoura, o maior do estado de São Paulo. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de São Paulo já se prepara para um novo salto nas mortes por Covid-19 no estado.

O número de pacientes internados em UTIs sobe a um ritmo de 3,4% a cada dia. Em duas semanas, os doentes sob cuidados intensivos passaram de 479 para 767 nos hospitais paulistas.

Os pacientes em enfermarias passaram de 1.029 para 1.817, e a velocidade de aumento é de 4,1% ao dia.

Quanto maior o número de pessoas internadas em estado grave, maior o número de mortes daqui a algumas semanas, já que nem todos os pacientes conseguem sobreviver à doença.

A letalidade entre pacientes hospitalizados em São Paulo gira hoje em torno de 14%, segundo integrantes do governo que analisam os índices. O que significa que provavelmente cerca de 360 pessoas podem não sobreviver à doença.

Nas duas últimas semanas morreram em média 39 pessoas por dia no estado de São Paulo. Há um mês, a média era quase a metade: 22 pessoas morriam por dia de Covid.

A disseminação do vírus dá sinais de aceleração. Mesmo com a notória subnotificação, já que o resultados de autoexames não são informados ao sistema, os casos se multiplicaram no estado.

A média diária de novas infecções na semana passada chegou a 4.830, contra 2.622 da semana anterior –um salto de 84,2%.

Foi o maior salto desde fevereiro, quando os casos explodiram no país e a média diária de infecções em SP atingiu o pico de 14.542 notificações.

Daquele mês até abril, a queda de casos oficiais foi constante. No começo de maio, no entanto, os números começaram a oscilar, até o salto verificado na semana passada.

O aumento é considerado "significativo", segundo uma das autoridades do estado que lidam com a epidemia.

Em números absolutos, porém, a situação ainda é considerada sob controle, já que as taxas de ocupação tanto de leitos de UTIs quanto de enfermaria estão hoje estabilizadas, ambas, em 35%.

A velocidade de disseminação do coronavírus no estado, no entanto, levou o comitê científico que assessora o governador Rodrigo Garcia a recomendar novamente o uso de máscaras em ambientes fechados em SP.

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