Governo de SP projeta flexibilizar uso de máscaras em 1º de dezembro

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma máscara facial, equipamento essencial para prevenção da Covid-19. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma máscara facial, equipamento essencial para prevenção da Covid-19. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (3) que projeta flexibilizar o uso de máscaras em ambientes abertos em todo estado a partir do dia 1º de dezembro.

A medida foi atribuída pelo governo de João Doria (PSDB) à queda dos números de casos e mortes causadas pela Covid. Há três dias consecutivos a capital paulista registra um óbito diário.

De acordo com João Gabbardo, coordenador executivo do comitê científico do estado, a decisão será tomada com base na análise de indicadores da pandemia, que inclui números de casos e de mortes, internações, taxa de transmissão e percentual de vacinação.

"Se continuarmos com esses indicadores em queda, é possível atingirmos esses indicadores até a última semana epidemiológica do mês de novembro e, para o início do mês de dezembro, é possível que haja a liberação do uso de máscaras em ambientes abertos e sem aglomeração", disse Gabbardo.

Para haver a flexibilização, será necessário chegar a 75% da população do estado vacinada, menos de 1.100 novos casos registrados por dia e abaixo de 300 internações diárias. Além disso, será preciso atingir a meta de até 50 óbitos diários.

Atualmente, o estado está perto de chegar na meta de flexibilização já que tem 87% da população adulta vacinada, cerca de 800 novos casos e 400 internações registradas por dia na média móvel, e 63 óbitos diários. "Essa previsão pode ficar prejudicada se as pessoas deixarem de usar máscaras e aumente a taxa de transmissão."

Apesar de Gabbardo não ter fixado uma data para a liberação, Doria anunciou o dia 1º de dezembro como a projeção assumida pelo governo estadual. Doria também lembrou que o uso de máscaras é obrigatório por lei até 31 de dezembro deste ano, apesar da perspectiva de liberação.

De acordo com o secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, o fim do uso de máscaras será feito de forma gradual no estado. Primeiro, o fim da obrigatoriedade será em áreas abertas sem aglomeração, depois em ambientes externos com aglomeração e, por último, em ambientes fechados.

O secretário citou a previsão feita por especialistas de que uma terceira onda da pandemia estava prevista para o começo de setembro, o que não se confirmou devido à vacinação, segundo Gorinchteyn.

​O governador também anunciou nesta quarta-feira envio de ofício à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para liberar de forma urgente a vacinação de crianças a partir de 5 anos.

Mesmo diante do arrefecimento da pandemia, especialistas alertam para a importância de manter o uso da máscara em ambientes públicos.

Isso porque há evidências robustas de que a Covid-19 é transmitida principalmente pelo ar. A infecção se dá pela inalação de pequenas partículas expelidas pela pessoa doente, ainda que assintomática.

Decisões semelhantes já foram anunciadas em outros lugares como na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde o fim da obrigatoriedade de usar a máscara em ambientes abertos foi decretada na semana passada.

Recentemente, o governo de Pernambuco anunciou a liberação de festas de Réveillon no arquipélago de Fernando de Noronha. A partir de 17 de novembro o uso de máscaras não será mais obrigatório em espaços abertos de Noronha.

A previsão da primeira fase de flexibilização do uso de máscaras deve ocorrer exatamente um mês depois do fim das restrições no estado. Desde o último dia 1º festas, baladas, shows e eventos com torcida estão autorizados sem qualquer restrição de público em todo estado.

O distanciamento deixou de ser regra e passou a ser apenas uma recomendação das autoridades estaduais. A apresentação do passaporte da vacina continua obrigatória em eventos com mais de 500 pessoas.

Também na última segunda-feira, a capital paulista registrou apenas um óbito por Covid, o que colocou o município em patamares do início da pandemia, em março de 2020. A tendência de baixa nas notificações tem sido comemorada pela secretaria municipal de Saúde.

As liberações são vistas como o fim do Plano São Paulo, que foi estabelecido para coordenar a flexibilização das atividades econômicas no estado.

A retomada das atividades é resultado direto da vacinação no estado, que tem 87% da população adulta já com o esquema de vacina contra a Covid completo. Em relação a toda a população, 67,5% receberam as duas doses.

Especialistas, porém, alertam que ainda é cedo para liberar eventos que provoquem grandes aglomerações mesmo em ambientes abertos.

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