Governo de SP reafirma início da vacinação no dia 25 apresenta plano de logística

Ana Leticia Leão e Dimitrius Dantas
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Divulgação / Governo de SP

SÃO PAULO — O governo de São Paulo apresentou nesta segunda-feira seu plano de logística para a vacinação contra a Covid-19 e reafirmou que planeja começar a imunização da população para o dia 25 de janeiro. O governador João Doria (PSDB) também cobrou que o Ministério da Saúde apresente mais detalhes sobre o plano nacional de imunização. Segundo ele, o governo ainda não explicou detalhes sobre a proporcionalidade da vacinação em território nacional.

— Se levar em conta a população, densidade demográfica, está correto. se levar em conta também o grau de incidência do número de infectados e mortes, correto também. Se levar em conta outros aspectos e não a essencialidade desses, incorreto. Por isso São Paulo mantém o seu programa estadual de imunização com início 25 de janeiro. Qual a data prevista para o programa nacional de imunização? Ninguém é capaz de dizer, porque não há. O governo federal não admite que não tem a data para o inicio do Programa Nacional de Imunização — afirmou Doria.

No início da entrevista, o governador João Doria também fez um apelo para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária acelere o processo de análise sobre o uso emergencial da CoronaVac.

Segundo ele, não há razão para que o governo federal não faça todos os esforços para diminuir o tempo de aprovação da vacina produzida no Instituto Butantan e de outras.

—O senso de urgência amparado pela ciência deve prevalecer. Não é razoável que processos burocráticos ainda que em nome da ciência se sobreponham à vida. Estou seguro ccomo pai de família, ser humano e brasileiro que a maioria expressiva da população brasileira quer as vacinas — afirmou Doria.

Nesta segunda-feira, o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou em entrevista à GloboNews que o governo irá divulgar na terça-feira os dados da eficácia global da CoronaVac, a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Na semana passada, o governo informou que a vacina tinha 78% de eficácia contra casos leves e moderados de Covid-19, mas o Butantan não divulgou a eficácia global do imunizante. Cientsitas questionaram o fato de os dados de eficácia da CoronaVac terem sido apresentados sem seguir os mesmos protocolos das demais vacinas contra a Covid-19.

— Esses dados que nós chamamos de eficácia global estão em posse do Butantan e da agência reguladora, a Anvisa, e dessa maneira saberemos todos amanhã essa informação que é de fundamental importância para que nós possamos inseri-la inclusive nas próprias campanhas — afirmou Gorinchteyn.