Governo de transição no Mali terá militares nos principais ministérios

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O novo presidente interino do Mali, Coronel Assimi Goita, observa os membros das Forças Armadas do Mali após sua cerimônia de posse em Bamako em 7 de junho de 2021.

O novo presidente de transição do Mali, coronel Assimi Goita, nomeou seu novo governo na sexta-feira (11), que terá militares em cargos-chave como Defesa, Segurança e Reconciliação Nacional, anunciou o secretário da presidência, Ali Coulibaly.

O anúncio foi feito depois da nomeação de Goita como presidente de transição e apontou um civil, Choguel Kokalla Maiga, como seu primeiro-ministro na quarta-feira.

Em agosto, Goita deu um primeiro golpe quando, junto com outras autoridades, demitiu o presidente eleito Ibrahim Boubacar Keita, após semanas de protestos massivos contra a corrupção e como resultado do conflito jihadista que o país vem sofrendo há anos.

Depois desse golpe, um novo governo de transição foi formado, presidido por Bah Ndaw, mas Goita o derrubou em 24 de maio depois que um reajuste ministerial deixou de fora alguns oficiais que haviam participado do golpe de agosto, incluindo Sadio Câmara.

Foi um segundo golpe em nove meses e gerou indignação no exterior. A União Africana e a CEDEAO, composta por 15 países, suspenderam o Mali das suas instituições e a França, que tem milhares de militares destacados naquele país, suspendeu a cooperação militar com Bamako.

De acordo com o decreto presidencial desta sexta-feira, Sadio Câmara terá mais uma vez a pasta da Defesa; Ismael Wagué, outro dos autores do golpe de agosto, continuará à frente do Ministério da Reconciliação Nacional.

Por outro lado, Abdoulaye Diop, que fez parte do governo de Ibrahim Boubacar Keita, voltará a ocupar o cargo de Ministro das Relações Exteriores, em uma Executiva de 25 ministros e três ministros delegados.

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