Governo troca presidente da Funasa, órgão de R$ 2,4 bilhões

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O governo oficializou na manhã de hoje uma troca no comando da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). O órgão ligado ao Ministério da Saúde, com orçamento de R$ 2,4 bilhões, ganhou um novo presidente, mas continua nas mãos dos parlamentares do PSD, partido de Gilberto Kassab.

Em agosto, o então presidente da Funasa, o coronel da Polícia Militar Giovanne Gomes da Silva, pediu exoneração. Em um e-mail de despedida à equipe, o ex-comandante da PM de Minas Gerais fez questão de agradecer seu padrinho político, o líder do PSD na Câmara, deputado Diego Andrade (PSD-MG). A saída veio após a revelação, pela "Veja", de que funcionários denunciaram Giovanne ao Ministério Público Federal por assédio moral.

No lugar do atual presidente foi nomeado o advogado Miguel da Silva Marques, antes superintendente em Minas Gerais da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU)vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional. A troca foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta.

A indicação também partiu de Diego Andrade. Segundo deputados da bancada mineira, Andrade garantiu aos colegas que Miguel Marques será um bom nome à frente do órgão. Parlamentares relatam que havia queixas de que Giovane dificultou o atendimento a alguns pedidos por verba. Há a expectativa de que, com o novo presidente, o relacionamento com o Congresso melhore.

A Funasa é responsável pelas ações de saneamento e saúde ambiental em todo o país. No meio do ano passado, quando o governo buscou compor com alianças do Centrão, o órgão foi entregue ao PSD, do presidente Gilberto Kassab. O orçamento previsto para 2021 é de R$ 2,4 bilhões.

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