Governo Trump reitera que não reconhece 'genocídio' armênio

Visitantes em frente ao Memorial do Genocídio Armênio -Tsitsernakaberd- em Erevan, Armênia, em outubro de de 2019

O governo de Donald Trump informou nesta terça-feira que não considera os assassinatos em massa de armênios em 1915 como um genocídio, buscando acalmar a Turquia, incomodada com a decisão do Congresso dos Estados Unidos em reconhecer desta maneira.

"A posição do governo não mudou" após a votação no Congresso, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagus, em um breve comunicado.

"Nossas opiniões estão refletidas na declaração final do presidente sobre esta questão em abril passado", afirmou Ortagus.

Na declaração sobre o aniversário dos assassinatos em massa, Trump disse que os Estados Unidos homenagearam as vítimas de "uma das piores atrocidades em massa do século XX", mas não usou a palavra genocídio.

Em vez disso, o presidente americano incentivou armênios e turcos a "reconhecer e aceitar sua dolorosa história".

A Armênia diz que 1,5 milhão de pessoas foram mortas em um esforço para acabar com a etnia cristã nos últimos dias do Império Otomano, um precursor da atual Turquia.

O governo turco admite um número muito menor de mortes e rejeita fortemente o termo genocídio, indicando que turcos também morreram no que consideram uma luta que faz parte da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Na semana passada, a Turquia convocou o embaixador dos Estados Unidos em Ancara, David Satterfield, após o Senado americano seguir a decisão da Câmara dos Representantes, reconhecendo os assassinatos como "genocídio".