Governo vai criar centro de negócios sustentáveis na Zona Franca, diz secretário

ALEXA SALOMÃO E LUCIANA COELHO
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 22.02.2019 - O economista Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

DAVOS, SUÍÇA (FOLHAPRESS) - A comitiva do Brasil em Davos vai anunciar durante o Fórum Econômico Mundial a criação de um centro de negócios sustentáveis na Amazônia. O projeto já foi apresentado ao professor Klaus Schwab, criador do Fórum. Pela agenda, o novo centro será oficialmente lançado em quatro meses, dentro dos trabalhos da versão latino americana do Fórum Econômico, que ocorre de 28 a 30 de abril em São Paulo. 

A proposta da equipe econômica é transformar o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia) num centro de negócios voltado à geração de produtos e empresas ambientalmente responsáveis. A ambição é que a nova versão do centro transforme a Amazônia em referência global na geração de negócios sustentáveis.

O CBA ocupa uma área de 12.000 km² e tem 25 laboratórios dentro da área da Zona Franca de Manaus. Nos últimos anos, vinha atuando como centro para desenvolvimento de biotecnologias e como prestador de serviços nas áreas de microbiologia e segurança tóxica. É gerenciado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), em parceria com o governo do Amazonas.

"Nós já tínhamos orientado o CBA para isso, mas agora agora ele vai ganhar um perfil mais global. Ele será brasileiro, mas vai contar com iniciativas globais para negócios sustentáveis, com a visão de preservar e, ao mesmo tempo, gerar empregos", diz Carlos da Costa secretário de produtividade, emprego e competitividade do Ministério da Economia.

Nessa repaginação, o CBA terá incubadoras, centro de discussões e fomento de novos negócios, bem como conexão com centros acadêmicos do Brasil e do mundo. "Estamos conversando com Stanford e MIT para que tenham representação lá, e haverá um espaço para que as maiores empresas do mundo, e também startup, levem para lá centro de desenvolvimento de produtos sustentáveis aproveitando a diversidade da região", diz Costa.

Segundo o secretário, o Sebrae e o Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), do Porto Digital de Pernambuco, já demonstraram interesse em aderir ao projeto na Amazônia Microsoft, Unilever e Procter Gamble são empresas que têm centro de desenvolvimento e que o governo gostaria de atrair para o projeto.

"No último dia do Fórum Econômico na América Latina, um grupo de líderes e influenciadores globais vai pegar um avião para Amazônia, onde vai discutir in loco os desafios de sustentabilidade da região e como conectar isso com as oportunidades de negócios. E estamos conversando para lançar a pedra fundamental desse centro, reposicionado, com apoio do Fórum Econômico", diz Costa.

Na véspera do Fórum, como parte da agenda da encontro, o governo promove no Rio um fórum sobre gás natural. Incentivar e reduzir o preço do gás que é uma das prioridades da equipe econômica.