Grávida morta encontrada sem o bebê: mãe sonhou com vítima contando nomes dos assassinos

  • Um ano depois do crime, polícia ainda não descobri o que aconteceu com bebê

  • Exames apontam que vítima deu à luz antes ou depois de ser morta

  • Mãe diz ter sonhado com filha contando os nomes de envolvidos no crime

Pouco mais de um mês após a exumação do corpo da manicure Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, que desapareceu no dia 3 de setembro de 2020 quando estava grávida de oito meses, a Policia Civil ainda não conseguiu resultados no exame que apontem como a gestante foi assassinada e o que aconteceu com o bebê que ela esperava.

O que se sabe até agora é que, durante a exumação, realizada no dia 6 de agosto último, o feto não foi localizado pelos peritos no corpo da jovem. A conclusão é a mesma de um exame cadavérico, feito no Instituto Médico-legal, no Centro do Rio.

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Nesta segunda-feira, a psicopedagoga Jaqueline Campos, mãe da jovem, disse ter sonhado com a filha, no último dia 8. Segundo Jaqueline, no sonho, Thaysa contava para a mãe os apelidos de dois homens e um nome de uma terceira pessoa que teriam envolvimento na morte da gestante.

— No sonho eu estava numa festa quando, de repente, vi a Thaysa passando. Segurei ela e disse, filha me conta quem fez isso com você, quem fez esta maldade? Ela me olhou e respondeu dois apelidos e um prenome de uma terceira pessoa. Eu nunca ouvi falar dos apelidos e do nome que ela disse, mas pedi para meu advogado levar isso para a policia. Foi uma coisa muito forte. Acordei assustada e corri para procurar um papel e escrever tudo. Continuo querendo respostas. Não aguento mais esta agonia de não saber quem matou minha e por que isso aconteceu. E ainda por cima não sei se minha neta que ela esperava está viva ou morta — disse a psicopedagoga.

Duas missas foram celebradas no Rio e em Brasília, no dia 5, em homenagem a memória de Thaysa. Jaqueline Campos acompanhou a celebração no Centro Oeste do País, onde reside atualmente. 

 O assassinato da jovem está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que tenta saber quem matou Thaysa e o que aconteceu com Isabella, nome que havia sido escolhido pela vítima para o bebê. 

Durante os exames feitos após a exumação, uma perita especializada em antropologia forense, especialidade que busca, entre outras coisas a causa de uma morte, recolheu amostras da medula óssea da manicure assassinada para realização de um exame toxicológico. Ainda não há uma conclusão e não é possível saber, por exemplo, se a vítima teria sido obrigada a ingerir algum medicamento abortivo para expelir o bebê. 

Laudo aponta que vítima deu à luz

Thaysa desapareceu no fim da noite do dia 3 de setembro de 2020, quando foi buscar uma bolsa de gestante na casa de uma amiga. No dia 10 do mesmo mês, o corpo da manicure foi encontrado no leito da linha férrea, em Deodoro. Imagens de câmeras de segurança, que estão com a polícia, revelaram que a vítima foi arrastada por um homem para as proximidades do local onde apareceu morta.

Segundo laudo cadavérico, ao qual o EXTRA teve acesso, a perícia realizada no corpo não localizou vestígios de placenta, ou cortes na barriga, que pudessem indicar a retirada do feto por ato cirúrgico. Mas o documento deixa claro que a manicure deu à luz. O laudo, no entanto, não indica se isso ocorreu quando Thaysa ainda estava viva ou já depois de ter sido assassinada.

Inicialmente, a investigação da morte de Thaysa foi feita por policiais da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Em abril último, o caso foi remetido para a Delegacia de Homicídios da Capital. A polícia investiga a hipótese de que o crime esteja relacionado com o bebê que a manicure esperava e que tinha previsão de nascer em outubro. A criança é fruto de um relacionamento da manicure com um homem casado. 

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