Grávida morta no Lins foi baleada no tórax; 21 armas de PMs que participaram da troca de tiros são apreendidas

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RIO — Um inquérito aberto na Divisão de Homicídios da Capital investiga as circunstâncias da morte da vendedora Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos, na tarde desta terça-feira, dia 8, no Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade. Foram apreendidas 21 armas (dez fuzis calibre 7.62; dois fuzis 5.56; e nove pistolas calibre .40) e cinco policiais militares que teriam participado da troca de tiros com traficantes da região já prestaram depoimento na especializada. A jovem foi atingida por um tiro de fuzil, que transfixou seu tórax, quando visitava a avó, durante esse tiroteio.

Desde a morte da jovem, confirmada na noite de ontem após ela ser levada para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, a família afirma que a comunidade estava calma, quando de repente teve início um intenso tiroteio. A avó de Kathlen, Sayonara, que mora no local contou que caminhavam tranquilas pela rua, quando um intenso tiroteio começou. Ela tentou proteger a neta, mas Kathlen já tinha sido atingida.

De acordo com informações da Secretaria municipal de Saúde do Rio, ela já chegou à unidade de saúde sem vida.

A assessoria da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, após uma troca de tiros com criminosos na localidade conhecida como Beco da Catorze, PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Lins encontraram uma mulher baleada. Os policiais alegam que foram atacados a tiros pelos bandidos, dando início ao confronto.

Na manhã desta quarta-feira, Jackeline de Oliveira Lopes, mãe de Kathlen, fez um apelo para que cessam as mortes de inocentes nas comunidades e criticou a atuação da polícia. No Instituto Médico Legal (IML), onde compareceu com outros parentes para fazer a liberação do corpo da filha ela disse: "A PM deu tiros inconsequentemente e executaram a minha filha. Não foi bala perdida".

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