Grécia e Chipre evocam direito internacional contra ameaça da Turquia

Os líderes de governo da Grécia e de Chipre sublinharam esta sexta-feira, a Nicosia, a confiança no direito internacional perante a alegada provocação da Turquia.

O Presidente Recep Tayyp Erdogan ameraçou contestar a soberania helénica das ilhas do Mar Egeu, denunciando uma alegada militarização grega dessa região insular, contra o que diz ter ficado acordado em dois tratados, o de Lausana de 1923 e o de Paris de 1947.

"A defesa da Grécia e de Chipre contra quaisquer tendências revisionistas é o direito internacional, a nossa forte aliança e a nossa ligação à família europeia. Com compostura e uma determinação calma iremos sempre contrariar quaisquer retóricas que excedam a adequada prática diplomática", afirmou Kyriakos Mitsotakis durante uma visita a Nicos Anastasiades, o presidente cipriota.

As posições extremaram-se após o presidente turco, no início do mês, ter cancelado as reuniões bilaterais previstas com a Grécia para setembro, em resposta a críticas que teriam sido feitas à Turquia pelo primeiro-ministro grego nos Estados Unidos, onde Mitsotakis teria feito campanha contra a venda de aviões de caça F-16 a Ancara.

Chefes de governo de dois Estados-membro da NATO, Erdogan e Mitsotakis vão estar juntos na cimeira da aliança atlântica, marcada para o final deste mês em Madrid, mas, por enquanto, sem qualquer encontro bilateral agendado.

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