Grécia fecha escolas e anuncia mais de 1.000 mortos por coronavírus

·1 minuto de leitura
Turistas no Aerópago observam vista nublada de Atenas
Turistas no Aerópago observam vista nublada de Atenas

A Grécia anunciou neste sábado o fechamento de suas escolas primárias e jardins de infância, depois que o balanço do novo coronavírus ultrapassou os mil óbitos.

As autoridades gregas registraram 2.835 novos casos da covid-19, o que eleva o total nacional a 72.510 infectados.

Nas últimas 24 horas, 38 pessoas morreram, o que totaliza 1.035 mortes desde que a pandemia atingiu este país do sul da Europa, que tem 10,9 milhões de habitantes.

Desde o final de outubro, o número de mortes quadruplicou, chegando a 50 mortes por dia. O número de casos, por sua vez, dobrou, para uma média de cerca de 3.000 novos casos por dia.

A Grécia tem 1.143 leitos de terapia intensiva, dos quais 830 estavam ocupados na sexta-feira.

A área mais afetada é a cidade de Tessalônica, no norte do país, a segunda maior cidade do país, onde a capacidade de acolhimento dos serviços de UTI é praticamente nula.

"O governo grego decidiu suspender o funcionamento das escolas primárias até 30 de novembro", explicou em comunicado o ministro da Saúde, Vassilis Kikilias.

"Fechar escolas de ensino fundamental era a última coisa que queríamos fazer. Isso mostra a gravidade da situação", acrescentou.

Os colégios já estão fechados desde segunda-feira. As aulas acontecem no formato virtual.

Além do confinamento, a Grécia impôs na sexta-feira um toque de recolher das 21h às 17h, horário local.

kan/adp/jz/eg/bn