Grammy: Chick Corea e John Prine ganham homenagens póstumas

O Globo
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RIO - Na sua pré-cerimônia, em que são anunciados os prêmios das categorias secundárias, o Grammy fez justiça na tarde deste domingo a dois grandes nomes da música americana que se foram nos últimos meses.

Morto no dia 9 do mês passado, aos 79 anos, de câncer, o pianista Chick Corea levou os Grammys de melhor solo de jazz improvisado (pelo álbum “All blues”) e de melhor álbum instrumental de jazz (por “Trilogy 2”, gravado com o baixista Christian McBride e o baterista Brian Blade). Vítima da Covid-19 em abril do ano passado, aos 73 anos, o cantor John Prine ganhou os de melhor desempenho e melhor canção de raízes americanas, por “I remember everything”, além de um outro Grammy pelo conjunto da obra.

Gigante do jazz, com uma obra influente que por algumas vezes incorporou referências brasileiras, Chick Corea já havia recebido 23 Grammys ao longo de uma carreira que se estendeu por quase 60 anos. Desta vez, as estatuetas foram recebidas, na cerimônia virtual, por sua mulher, Gayle Moran. Em um discurso emocionado, no qual não faltaram lágrimas, ela disse sobre o marido: “A missão dele na vida era manter o fogo da música aceso.”

Artista de expressão da música folk americana, ídolo de nomes como Bob Dylan e Kris Kristofferson, John Prine concorreu ao Grammy pela primeira vez há quase 50 anos, com o seu álbum de estreia. Ela já havia ganhado dois prêmios de melhor álbum de folk contemporâneo, respectivamente por “The missing years” (1991) e “Fair & Square” (2005).

Brasil ficou de fora

Brasileiros que disputavam prêmios na pré-cerimônia, a cantora Bebel Gilberto e o guitarrista Chico Pinheiro acabaram saindo de mãos vazias. Bebel perdeu para o nigeriano Burna Boy o Grammy de melhor álbum de música global e Chico para o pianista mexicano Arturo O'Farrill o de melhor álbum de jazz latino.