Grande manifestação em Jerusalém contra Macron e caricaturas de Maomé

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Palestinos protestam contra presidente francês, Emmanuel Macron, em Jerusalém em 30 de outubro de 2020
Palestinos protestam contra presidente francês, Emmanuel Macron, em Jerusalém em 30 de outubro de 2020

Milhares de palestinos protestaram na Cidade Velha de Jerusalém após a grande oração muçulmana desta sexta-feira (28) contra o presidente francês Emmanuel Macron, que defendeu vigorosamente a liberdade de caricaturar o profeta Maomé. 

"Não há deus além de Deus, Macron é o inimigo de Deus" ou "Maomé, sua nação não cederá", gritavam os manifestantes na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do Islã.

Em seu sermão, o xeque Ekrima Sabri disse que Macron é responsável "por atos de violência e caos na França devido às suas declarações provocativas contra o Islã", referindo-se a vários ataques fatais recentemente perpetrados na França, incluindo o da última quinta-feira em uma basílica em Nice, sul da França. 

Após a manifestação na Esplanada das Mesquitas, eclodiram confrontos nos becos da Cidade Velha entre os manifestantes e a polícia israelense, que prendeu três pessoas, segundo seu porta-voz Micky Rosenfeld. 

Centenas de palestinos também protestaram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde retratos do presidente francês foram pisoteados e queimados, de acordo com jornalistas da AFP. 

O presidente Emmanuel Macron defendeu o direito de fazer caricaturas do Profeta Muhammad após o assassinato de 16 de outubro por um islâmico de um professor francês, que exibiu um desses desenhos em um curso sobre liberdade de expressão. 

Desde então, houve manifestações contra Macron e pedidos de boicote aos produtos franceses em vários países de maioria muçulmana.

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