Grande Rio oferece estátua de São Jorge a Zeca Pagodinho: escola quer sambista como tema do próximo carnaval

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Umas das estratégias da Acadêmicos do Grande Rio para fechar oficialmente o enredo em homenagem a Zeca Pagodinho promete mexer demais com o coração do sambista. A escola de Duque de Caxias pretende fazer uma nova alegoria de São Jorge, igual a que ele tinha em seu sítio, em Xerém, para o desfile de 2023.

A original, que tinha quatro metros de altura, já havia sido utilizada em um desfile anterior da atual campeã do carnaval e doada para o cantor após ele pedir de presente para Jayder Soares, presidente de honra da agremiação. Há alguns anos, porém, uma ventania, que precedeu um forte temporal em Xerém, derrubou a estátua, quebrando-a.

Na próxima segunda-feira, Zeca Pagodinho deve se reunir com dirigentes e os carnavalescos Gabriel Haddad e Leandro Bora para acertar como será contada a história e definir sua participação, ou não, no desfile. O sambista já tinha sido comunicado da intenção da escola de homenageá-lo e aceitou, mas o anúncio não foi confirmado antes devido aos desfiles.

A intenção da escola em refazer a alegoria não é apenas para presentear Zeca. O enredo também irá abordar com destaque a fé do sambista, que é bastante devoto de São Jorge, além de Cosme e Damião. Desse modo, a nova escultura teria um papel importante no desfile da agremiação.

Na ocasião, o zelador de orixá da Grande Rio, Danilo Gayer, fez um ritual de proteção para essa e as outras alegorias da escola. A energia envolvida no trabalho, segundo o religioso, acompanhou a estátua para além do desfile na Sapucaí.

— A escultura tem um simbolismo, pois as pessoas cultuam aquela figura como santo, orixá. Na época, foi feito um abô, que é uma mistura de ervas frescas do candomblé, e eu joguei na escultura em um ritual que pede uma ligação com o orixá para protegê-la para o desfile. Essa energia fica, e acompanhou a estátua até o sítio do Zeca Pagodinho. Uma vez fui a um pagode lá com a Grande Rio e a vi, linda e exuberante no quintal. Mas tudo se desgasta com o tempo, afinal, a escultura era de fibra. No entanto, a energia fica; ela é terra, é ar — explicou Gayer, que deve fazer o mesmo ritual com o novo São Jorge a ser construído. — Todos os anos, faço esse ritual com as alegorias da Grande Rio.

A estátua de São Jorge foi dada de presente para o cantor em 2010. A operação para levar a alegoria para Xerém envolveu até um grande guindaste, como os que há 26 anos alçam destaques ao topo dos carros alegóricos antes de entrarem na Marquês de Sapucaí. Zeca organizou uma festa para receber a imagem do santo e a deixou na entrada da casa. Toda segunda-feira, ele acendia uma vela aos seus pés.

Quando a estátua se quebrou, o sambista procurou por restauradores no Rio e em outros estados, mas todos informaram que não era possível recuperá-la. Agora, uma nova deve preencher o vazio deixado pela anterior.

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