Grandes nações são cobradas por ações mais ousadas sobre o clima

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Presidente da COP26, Alok Sharma, durante evento em Milão.

Por Stephen Jewkes

MILÃO (Reuters) - As maiores economias do mundo precisam fazer mais na próxima cúpula do clima da ONU, a COP26, na Escócia, para mostrar que levam a sério o aquecimento global e para atender aos alertas de jovens ativistas, afirmaram políticos neste sábado.

O presidente da COP26, Alok Sharma, disse que há urgência no debate climático após conversas preparatórias em Milão, onde milhares de jovens ativistas cobraram que os governos ajam de acordo com suas palavras e desembolsem bilhões de dólares para livrar o mundo de combustíveis fósseis.

"Tivemos discussões muito construtivas e há um senso real de urgência", afirmou o britânico Sharma a jornalistas após a reunião na capital financeira da Itália.

A conferência COP26 em Glasgow buscará ações climáticas mais ousadas de cerca de 200 países que assinaram o Acordo de Paris de 2015 e concordaram em tentar limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Sharma afirmou que líderes em Milão concordaram em fazer mais para manter a meta ao alcance e entregar uma promessa de 100 bilhões de dólares por ano para ajudar os países mais vulneráveis a enfrentar as mudanças climáticas.

"A energia que apareceu (dos jovens) galvanizou os ministros", disse Sharma. "Ao avançarmos nas próximas semanas e na COP, precisamos manter (suas) vozes… em nossas cabeças".

Promessas de financiamento de Estados Unidos e China aumentaram esperanças dos negociadores, mas muitos países do G20 - incluindo grandes poluidores como China e Índia - ainda não anunciaram atualizações dos planos climáticos de curto prazo.

Sharma disse que planos nacionais de ação precisam incluir objetivos mais ambiciosos para a redução de emissões.

O enviado do Clima dos EUA, John Kerry, também cobrou que as grandes economias se comprometam com políticas mais radicais.

Nações ricas prometeram há uma década mobilizar 100 bilhões de dólares por ano para ajudar países vulneráveis a se adaptarem e transitarem para energias mais limpas, mas ainda não cumpriram o objetivo.

Kerry disse que, embora espere que doadores completem a promessa, um plano financeiro pós-2025 "com ênfase não apenas em bilhões, mas em trilhões", será necessário.

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