Greve de ônibus em SP paralisa 675 linhas e afeta 1,5 milhão de passageiros

Reivindicando melhores condições trabalhistas, motoristas e cobradores de ônibus voltaram a fazer greve na cidade de São Paulo nesta quarta-feira.

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A paralisação, que começou à meia noite e deve durar 24 horas, afetava 675 linhas e 6.008 ônibus, que transportariam cerca de 1,5 milhão de pessoas. As informações são do último boletim da SPTrans, atualizado às 8h.

A Prefeitura suspendeu o rodízio de municipal nesta quarta para ampliar as opções de quem não pôde se transportar de ônibus. Assim, carros com placas de final 5 e 6 podem circular. Faixas exclusivas e corredores de ônibus também estão liberados enquanto durar a greve. As demais restrições estão mantidas.

A SPTrans informa que obteve decisão liminar na Justiça do Trabalho, em 31 de maio, determinando a manutenção de 80% da frota operando nos horários de pico, e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A categoria já havia parado duas semanas atrás, quando obteve garantia do sindicato patronal um reajuste salarial de 12,47%, mas os trabalhadores afirmam que outras demandas não foram atendidas. Os grevistas reivindicam também horário de almoço remunerado, PLR e plano de carreira.

A Prefeitura conseguiu na Justiça a antecipação do julgamento do dissídio para esta tarde.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), chamou a greve de "irresponsável", de acordo com o G1, e afirmou que o sindicato não cumpriu com a determinação judicial.

— É uma irresponsabilidade muito grande do sindicato, demonstra o descumprimento da determinação judicial, que foi muito clara, era obrigado a manter 80% da frota no horário de pico e 60% nos demais horários não-de-pico, e não cumpriram — declarou Nunes.

O presidente do Sindmotoristas, sindicato responsável pela paralisação, Valmir Santana da Paz, criticou a declaração do prefeito e afirmou que ele "tem desprezado os profissionais que atuaram na linha de frente da pandemia e não pararam um único dia no transporte da maior cidade do país".

— Foram mais de 3 mil trabalhadores contaminados e centenas de mortos pela covid-19. Hoje os trabalhadores que tanto se doaram pedem o mínimo de conhecimento — declarou ao site do Sindmotoristas.

Relação de empresas com a operação paralisada em suas garagens:

- Santa Brígida (Zona Norte);

- Gato Preto (Zona Norte);

- Sambaíba (Zona Norte);

- Viação Metrópole (Zona Leste);

- Ambiental (Zona Leste);

- Via Sudeste (Zona Sudeste);

- Campo Belo (Zona Sul);

- Viação Grajaú (Zona Sul);

- Gatusa (Zona Sul);

- KBPX (Zona Sul);

- MobiBrasil (Zona Sul);

- Viação Metrópole (Zona Sul);

- Transppass (Zona Oeste); e

- Gato Preto (Zona Oeste).

Relação das empresas operando normalmente:

- Norte Buss (Zona Norte)

- Spencer (Zona Norte)

- Express (Zona Leste);

- Transunião (Zona Leste)

- UPBUS (Zona Leste)

- Pêssego (Zona Leste)

- Allibus (Zona Leste)

- Transunião (Zona Sudeste)

- MoveBuss (Zona Leste)

- A2 Transportes (Zona Sul)

- Transwolff (Zona Sul)

- Transcap (Zona Oeste)

- Alfa Rodobus (Zona Oeste)

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