Greve da Portway deixa passageiros à beira de um ataque de nervos

Dezenas de voos cancelados e o desespero entre os passageiros. Foi assim esta sexta-feira nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Madeira.

O arranque da greve dos trabalhadores da empresa de assistência em terra Portway trocou as voltas a passageiros como Francisco Costa.

Contava viajar para Bordeaux com a companhia aérea de baixo custo Easyjet, uma das mais afetadas, mas não conseguiu.

"Não sei o que posso fazer. Ainda por cima tinha de estar [em Bordeaux] no dia 2 [de setembro] e, se eu quiser outro voo, não o consigo porque [o preço] está a subir para 500, 600, 1000, 1200 euros. Um voo que eu tenho de pagar? É impossível", lamentou Francisco.

Não foi caso único. Para agravar as coisas, a greve de três dias deverá prolongar-se até às 24:00 de domingo.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil.

Os trabalhadores da Portway denunciam a política de recursos humanos da empresa, detida pelo grupo francês Vinci. Denunciam, entre outras coisas, desvalorização profissional dos trabalhadores e falta de atualizações salariais.

O sindicato falava, esta sexta-feira, numa adesão de cerca de 90% em Lisboa, 85% no Porto, entre 60% e 70% no Funchal e entre 40% e 50% em Faro.

A Portway, por outro lado, falou numa adesão inferior aos 10%.