Greve na CPTM afeta três linhas; Prefeitura de SP suspende rodízio

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Companhia Paulista de Trens Metropolitanos is a mixed-capital company operating as a rail transport company linked to the Secretariat of Metropolitan Transportation of the State of São Paulo. Created by Law No. 7,861 of May 28, 1992, based on existing railways in the Metropolitan Region of São Paulo.
Funcionários deverão manter 70% do efetivo nos horários de pico
  • As três linhas atendem 560 mil pessoas por dia

  • Metrô e EMTU farão operações especiais

  • Última greve na CPTM aconteceu em julho

Trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (24). As linhas afetadas são 11-Coral, 12-Safira, e 13 Jade. Juntas, atendem 560 mil passageiros por dia útil. 

A prefeitura da capital paulista suspendeu o rodízio de veículos. Assim, carros com placas de final 3 e 4 poderão circular.

O Metrô afirmou que reforçou a operação da Linha 3-Vermelha com mais trens e liberou a integração gratuita nas estações Itaquera e Tatuapé. As demais linhas do Metrô operam normalmente.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) informou que haverá suporte à CPTM com reforço de suas linhas intermunicipais para atender passageiros dos trens afetados.

Já a SPTrans informou que o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) foi acionado a partir das 4h desta terça a pedido da CPTM entre as estações Jd. Romano e Tatuapé.

Segundo a Justiça do Trabalho, com a deflagração do movimento grevista, os funcionários deverão manter 70% do efetivo nos horários de pico, das 5h às 9h e das 17h às 20h, e 50% nos demais horários. A determinação foi dada pelo desembargador Rafael Pugliese, em liminar que atendeu parcialmente o pedido feito pela empresa.

A última greve de funcionários da CPTM aconteceu em 15 de julho e afetou quatro linhas: 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa.

Proposta de reajuste

Na tarde de segunda, em reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, a CPTM chegou a apresentar uma proposta de reajuste, mas que não foi aceita pelos trabalhadores em assembleia realizada no início da noite. A empresa ofereceu aumento de 4%, com inclusão na folha de pagamento a partir do mês atual, referente à data base de março de 2020. Também propôs aumento de 6%, com inclusão em folha de pagamento a partir da folha de janeiro de 2022, referente à data base de março de 2021.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que representa os funcionários dessas três linhas, a CPTM e o governo do estado não apresentaram uma proposta que atendesse a categoria pelo segundo ano consecutivo.

“Negando-se a repor as perdas salariais para a inflação que só sobe, aos trabalhadores ferroviários que vêm se doando nesse momento tão delicado da saúde pública transportando, sem interrupção, a maior cidade da América do Sul”, diz texto de comunicado à população.

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