Greve no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, cancela um quarto dos voos

Quase 25% dos voos programados para a manhã desta quinta-feira (9) no aeroporto parisiense Charles-de-Gaulle foram cancelados por conta de uma greve de funcionários para exigir aumentos de salário, informou a autoridade aeroportuária (ADP).

A Direção Geral de Aviação Civil Francesa (DGAC) pediu às companhias, na quarta-feira (8), que diminuíssem o número de voos entre 7h da manhã e às 14h. Vários aeroportos europeus enfrentaram recentemente problemas de gestão por falta de pessoal.

A Air France, principal empresa que opera no aeroporto Charles-de-Gaulle, anunciou o cancelamento de 85 voos de curta e média distâncias para atender ao pedido da DGAC. Estão previstas, também, “alterações de horários em voos longos”, acrescentou a empresa, especificando que “os clientes afetados serão contactados diretamente”.

Todos os sindicatos de trabalhadores que atuam no aeroporto de Roissy (CGT, FO, CFDT, CFTC, CFE-CGC, Unsa e SUD) apelam à mobilização de seus colaboradores para exigir um aumento salarial de € 300 “incondicionalmente, para todos”.

“Apesar da retomada do tráfego aéreo e dos lucros obtidos, nosso trabalho não é remunerado pelo valor justo”, indignam-se os sindicatos em um panfleto assinado conjuntamente. "Tudo aumenta, menos a nossa remuneração", denunciam.

Para o movimento sindical, "é intolerável o caos sofrido por várias semanas pelos funcionários que trabalham nos muitos terminais aeroportuários da França e da Europa". O sindicato estima em 15 mil o número de empregos perdidos, em dois anos, no setor de aviação devido à pandemia de Covid-19, uma situação que resulta em “funcionários cada vez mais pressionados”.

No Reino Unido, centenas de voos foram cancelados na semana passada pelo mesmo motivo.


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