Greve paralisa parcialmente linhas do Metrô de São Paulo

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Linhas do metrô estão funcionando parcialmente - Foto: Getty Images
Linhas do metrô estão funcionando parcialmente - Foto: Getty Images
  • Metroviários deram início à greve na última madrugada

  • Eles reivindicam reajuste salarial à categoria

  • Por conta da paralisação, três linhas estão operando parcialmente e uma quarta está fechada

A greve dos metroviários paralisou parcialmente três das linhas do Metrô de São Paulo nesta quarta-feira. Uma quarta está totalmente fechada. Os funcionários interromperam o serviço a partir da meia-noite.

Segundo informações do Metrô, as operações foram iniciadas de forma parcial às 7 horas, e não às 4h40, como costume. As linhas com funcionamento afetado pela greve são:

  • Linha 1 – Azul: está funcionando entre as estações Ana Rosa e Luz;

  • Linha 2 – Verde: está funcionando entre as estações Alto do Ipiranga e Clínicas;

  • Linha 3 – Vermelha: está funcionando entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília;

  • Linha 15 – Prata: está paralisada.

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Ainda de acordo com o Metrô, as linhas 4 – Amarela e 5 – Lilás estão operando normalmente, assim como todas as linhas da CPTM.

Por conta da greve, a SPTrans ofertou ônibus gratuito ao longo de toda extensão das linhas 1, 2 e 3, com alterações de itinerários e a criação de seis novas linhas:

  • Estação Jabaquara - Praça da Sé;

  • Tucuruvi - Praça do Correio;

  • Santana - Praça do Correio;

  • Itaquera - Parque Dom Pedro II;

  • Artur Alvim - Parque Dom Pedro II;

  • Vila Matilde - Parque Dom Pedro II.

Paulistanos precisam buscaroutras alternativas para transporte (Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)
Paulistanos precisam buscaroutras alternativas para transporte (Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)

Entenda a greve

Os metroviários já explicaram que a paralisação não tem data para se encerrada. Ela foi aprovada em assembleia realizada na tarde da última terça-feira, com 77,4% dos votos a favor.

"Nós não estamos reivindicando nenhum aumento salarial. O que nós estamos reivindicando é a reposição de uma perda que há dois anos a gente não tem nenhum tipo de reajuste e mais do que isso, o Metrô nos deve algumas questões que já eram pra ter sido pagas o ano passado, mas ainda não foram”, explicou o coordenador do Sindicato dos Metroviários de SP, Wagner Fajardo, à TV Globo.

O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Bady, afirmou que o governo paulista ofereceu 2,6% de reajuste, mas que a oferta não foi aceita.

Uma audiência de conciliação seria realizada na terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT), mas o Metrô não enviou representantes.