Grupo acusado de fraudar auxílio emergencial colecionava armas, jet-ski e carros de luxo

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BRASÍLIA — A Polícia Federal (PF) prendeu uma quadrilha acusada de fraudar ao menos R$ 10 milhões em pagamentos do auxílio emergencial. As suspeitas são de que o dinheiro fornecido pelo governo Federal era usado para comprar armas, imóveis, jet-ski e carros luxuosos. O grupo mantinha vida luxuosa em diversas cidades do país e foi preso nessa quarta-feira. A Justiça Federal decretou, a pedido da PF, o bloqueio de bens e valores dos investigados objetivando garantir a restituição dos valores desviados para os cofres públicos. As informações foram divulgadas pelo site da PF.

Durante as prisões, a PF encontrou dinheiro, armas, munição e cartões nas casas dos investigados. Em uma das residências também foi localizada uma sala com equipamentos de informática, cadeiras gamer e um quadriciclo. Em nota, a PF declarou que “os líderes dos grupos criminosos ostentavam alto padrão de vida, adquirindo veículos de luxo e imóveis” e afirmou que “pelos elementos até então obtidos é possível estimar que os prejuízos aos cofres públicos sejam superiores a R$ 10 milhões”.

A PF afirmou que “as investigações confirmaram que duas organizações criminosas especializadas na prática de furto, mediante fraude, do benefício assistencial, com base na cidade de Birigui/SP estavam agindo não só na região de Araçatuba/SP, mas também em outros estados”. Os presos serão indiciados pelos crimes de furto, mediante fraude, praticados por meio de dispositivo eletrônico ou informático, e associação criminosa. A polícia explicou que, caso sejam condenados, os suspeitos podem ser condenados à pena máxima de até 16 anos de prisão.

Todas as apreensões realizadas serão encaminhadas para a sede da PF em Araçatuba (SP), assim como os presos, que, após serem ouvidos pela autoridade policial, serão encaminhados para unidades prisionais da região, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

As prisões fazem parte da operação Vida Fácil I e Vida Fácil II, que investigam fraudes no pagamento do auxílio emergencial desde o começo deste ano. A ação contou com 210 policiais federais e cumpriu 17 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão nas cidades de Araçatuba, Bauru, Marília, Birigui, São José do Rio Preto, em São Paulo; Anápolis (GO); e Maringá (PR). Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Araçatuba (SP).

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