Grupo argentino protesta contra atrasos em fabricação de vacinas da AstraZeneca

Miguel Lo Bianco
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Grupo argentino faz protesto por vacina

Por Miguel Lo Bianco

BUENOS AIRES (Reuters) - Um grupo de trabalhadores argentinos de esquerda protestou nesta segunda-feira do lado de fora da mAbxience, fábrica que produz localmente a vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 para a região, criticando atrasos na disponibilidade de doses do imunizante no país.

Um número entre 50 e 100 pessoas, organizadas pela aliança Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, protestou com faixas que diziam "vacinas para todos" do lado de fora da fábrica no bairro de Garín, em Buenos Aires, e que fabrica o princípio ativo da vacina.

O programa de vacinação da Argentina está marcado por atrasos e aumento de tensões sobre o acesso à imunização que resultou na demissão do ministro da Saúde em fevereiro por conta de um escândalo de "Vacinas VIP". O país enfrenta agora uma potencial terceira onda de casos do coronavírus.

A Argentina apostou na vacina da AstraZeneca, que está sendo produzida pela mAbxience e pelo laboratório mexicano Liomont. O último enfrentou atrasos de produção, e houve relatos de que algumas doses foram estocadas ou enviadas para fora da Argentina.

Juan Carlos Giordano, representante da aliança de trabalhadores de esquerda, disse que o grupo estava exigindo que o Estado tome o controle da fabricante de vacinas.

"Apresentamos um projeto para declarar a fábrica de utilidade pública e para que a produção nacional seja gigantesca, com todos os laboratórios públicos e privados fabricando milhões de doses para os mais vulneráveis na Argentina e na América Latina", disse.

O grupo farmacêutico espanhol Insud Pharma, que é proprietário da mAbxience, não respondeu imediatamente a um pedido por comentários.

(Reportagem de Miguel Lo Bianco em Buenos Aires)