Mais de 150 mil civis fugiram de Afrin nos últimos 3 dias

Cairo, 17 mar (EFE).- Mais de 150 mil civis fugiram da cidade curdo-síria de Afrin, alvo de uma ofensiva da Turquia, nos últimos três dias devido aos contínuos bombardeios e tiros de artilharia das tropas turcas em direção a áreas sob o controle das forças governamentais sírias.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que os deslocados se dirigem para os povoados de Nubul e Al Zahra, perto de Afrin e também situados na província síria de Aleppo.

A fuga ocorre pelos combates violentos que continuam entre a milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG, na sigla em curdo), que dominava Afrin, contra as tropas turcas e facções afins nos acessos setentrionais e ocidentais da cidade de Afrin, indicou o Observatório.

O governo turco considera as YPG terroristas por terem vínculos com a guerrilha curda presente em seu território, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Na noite anterior e segundo a mesma ONG, 16 civis, entre eles duas mulheres grávidas, perderam a vida por bombardeios turcos no principal hospital de Afrin.

Acrescentou, além disso, que as unidades turcas tentam avançar na ofensiva, iniciada em 20 de janeiro, com a intenção de dominar toda a cidade.

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou ontem que os combatentes curdo-sírios que lutam em Afrin não deixam os civis escaparem da cidade, apenas os que têm algum laço com os militantes ou com as autoridades curdas. EFE

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