Grupo armado mata 5 pessoas e faz vários reféns em hospital na RD do Congo

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Soldados congoleses patrulham estrada que liga Beni à fronteira com Uganda, no leste da República Democrática do Congo, em 23 de maio de 2021. Os rebeldes das ADF intensificaram os ataques contra hospitais e farmácias na região (AFP/ALEXIS HUGUET)

Ao menos cinco civis morreram e diversas pessoas foram tomadas como reféns em um ataque contra um hospital, na noite de quinta para sexta-feira (12), pelo grupo Forças Democráticas Aliadas (ADF) em Beni, na República Democrática do Congo, informaram fontes militares e locais.

"O inimigo ADF atacou um centro de saúde para se abastecer de produtos farmacêuticos, e depois o incendiou na noite de quinta para sexta. Também matou pelos menos cinco civis", disse à AFP o capitão Anthony Mualushayi, porta-voz do Exército em Beni, na região de Kivu do Norte.

"Desde a nossa chegada às 4h30 locais [23h30 da quinta-feira em Brasília] até às 10h00 [5h00], o Exército neutralizou oito integrantes das ADF durante os enfrentamentos" na localidade de Kisunga, situada ao sul da cidade de Butembo, um importante entreposto comercial da região, acrescentou o oficial.

Entre as pessoas assassinadas estão o guarda do hospital, um guarda doente e um paciente, explicou.

"Também tomaram como reféns dois enfermeiros e outras pessoas cujo número ainda não foi determinado", detalhou Roger Wangeve, presidente da sociedade civil de Kisunga.

Recentemente, as ADF intensificaram os ataques contra centros de saúde e farmácias para obter medicamentos.

O grupo armado, que historicamente é uma facção rebelde ugandense, é acusado de ter matado milhares de civis no leste da República Democrática do Congo.

Em março deste ano, os Estados Unidos vincularam oficialmente as ADF com o grupo Estado Islâmico.

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