WhatsApp deve liberar 'grupos gigantescos' após a eleição

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A funcionalidade do WhatsApp ampliará as possibilidades de conversas
A funcionalidade do WhatsApp ampliará as possibilidades de conversas (Getty Image)
  • WhatsApp anunciou que o novo recurso deverá entrar em fase de testes

  • Atualmente, os grupos têm a limitação máxima de 256 participantes

  • O recurso será disponibilizado apenas após as eleições presidenciais no Brasil

Uma das funções mais aguardadas para o WhatsApp deve chegar aos smartphones dos usuários: a possibilidade de criar grupos com milhares de usuários.

O novo recurso, que se chamará "comunidades", funcionará como um grupo que reúne outros grupos. Atualmente, o número máximo de integrantes de uma conversa é 256. O público-alvo do lançamento são escolas, empresas e moradores de prédios, que poderão melhorar ainda mais a comunicação.

O Telegram, aplicativo concorrente do WhatsApp, permite a criação e manutenção de grupos com milhares de participantes. Esse tem sido um grande diferencial competitivo da plataforma.

Em um primeiro momento, as comunidades terão um limite de 10 grupos com 256 integrantes cada um, ou seja 2.560 usuários. Após a primeira fase, o WhatsApp estuda aumentar o número de participantes por grupo para 512.

De acordo com a empresa, a novidade estará em teste com alguns usuários nos próximos meses. No entanto, ela deve demorar alguns meses para entrar em vigor.

WhatsApp e as eleições presidenciais

Apesar da expectativa para a nova possibilidade, o WhatsApp tem sido cauteloso em implantar medidas que possam interferir nas eleições. A companhia se comprometeu com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a não estrear as "comunidades" no Brasil antes do eventual segundo turno da eleição presidencial, marcado para 30 de outubro.

A preocupação com interferências democráticas tem uma base forte em casos internacionais. Nas eleições residenciais de 2020 nos Estados Unidos, parte considerável da desinformação que resultou na na invasão do Capitólio foi disseminada pela internet. Já no Brasil, o WhatsApp foi o principal veículo de desinformação política na eleição de 2018.

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