Grupo de Sérgio Reis encontrou ministros, deputados e irmão de Bolsonaro

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Juliano Martins, alvo da PF, com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno
Juliano Martins, alvo da PF, com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno
  • Grupo ligado a Sérgio Reis se encontrou com deputados bolsonaristas e até ministros do governo

  • Cantor convocou uma greve de caminhoneiros nas vésperas do 7 de setembro para atacar o Congresso e o STF

  • Mandados atendem pedido da PGR, que apura atos contra as instituições da República

Alvos de operação da PF (Polícia Federal), ativistas ligados ao cantor e ex-deputado federal Sérgio Reis registraram em suas redes sociais uma série de encontros com políticos bolsonaristas, entre parlamentares, funcionários do Executivo e até ministros do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo reportagem do portal UOL, as reuniões estão na mira da PGR (Procuradoria-Geral da República), que pediu as buscas e apreensões ao STF (Supremo Tribunal Federal). Desde julho, os investigados têm mobilizado apoiadores de Bolsonaro para atos em 7 de setembro, em apoio a pautas do governo e contra ministros do STF e as instituições.

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A PGR apura, entre outros pontos, se aliados do presidente atuaram de alguma forma nessa organização.

No último dia 15, um domingo, dois investigados publicaram fotos no Instagram com o general Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), em um corredor do Palácio do Planalto. Pelas imagens, divulgadas sem informações adicionais, não é possível saber em qual dia eles se encontraram.

Dias antes, três membros do grupo estiveram com Gabriele Araújo, secretária especial de articulação social. O órgão é vinculado à Secretaria de Governo, que também funciona no Planalto. Juliano Martins, um dos alvos da PF, publicou em seu Instagram que o grupo teve uma "agenda" com a secretária, mas não deu detalhes. Os eventos não foram registrados nas agendas oficiais de Heleno e de Gabriele Araújo.

No dia 12, uma quinta-feira, Sérgio Reis foi recebido no Planalto pelo presidente ao lado de Eduardo Araújo, outro alvo da operação da PF. As postagens do grupo ligado a Reis começam a aparecer no dia 8 de agosto, um domingo, e continuam pelos dias seguintes.

No período, eles estiveram com o secretário da pesca do governo federal, Jorge Seif, com o ministro do Turismo, Gilson Machado, com Mosart Aragão Pereira, assessor especial da Presidência, e até com Renato Bolsonaro, irmão do presidente. A PGR também investiga as circunstâncias das reuniões.

O grupo também é próximo de parlamentares da base do governo. Durante as agendas em Brasília, o grupo foi a uma reunião da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a chamada bancada ruralista, e acompanhou a derrota da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso na Câmara dos Deputados.

Sergio Reis e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) foram alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF. Ao todo, foram 13 mandados sendo executados com aval do ministro Alexandre de Moraes. Eles atendem a uma solicitação da PGR, que apura manifestações contra as instituições

Na manhã da última sexta-feira (20), agentes da Polícia Federal já estiveram em endereços ligados ao cantor. A PF esteve na casa e no gabinete do parlamentar fluminense. Agentes estiveram em endereços em diferentes estados: Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1) e Paraná (1), além do Distrito Federal (1).

Segundo a PF, o objetivo das buscas seria investigar o "eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes".

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