Grupo de WhatsApp simboliza apoio de cúpula militar a Moro

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  • Sergio Moro
    Jurista brasileiro, ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil
  • Jair Bolsonaro
    38.º presidente do Brasil
Former Brazilian judge and Justice Minister Sergio Moro speaks during an event to announce his affiliation to the PODEMOS party in Brasilia, on November 10, 2021. - Brazil's former judge Sergio Moro, an icon of the Lava Jato anti-corruption mega-operation that led to the imprisonment of former president Lula (2003-2010), joined a centrist party on Wednesday with a view to participating in the 2022 elections. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Former Brazilian judge and Justice Minister Sergio Moro speaks during an event to announce his affiliation to the PODEMOS party in Brasilia, on November 10, 2021. - Brazil's former judge Sergio Moro, an icon of the Lava Jato anti-corruption mega-operation that led to the imprisonment of former president Lula (2003-2010), joined a centrist party on Wednesday with a view to participating in the 2022 elections. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Grupo de militares se entusiasmou com a união entre Sergio Moro e o general Santos Cruz

  • Integrantes das Forças Armadas se reúnem pelo WhatsApp para definir apoio ao ex-ministro

  • Ala militar se decepcionou com Bolsonaro, mas não quer volta de Lula

O apoio das Forças Armadas a Jair Bolsonaro em 2022 pode rachar com a união entre o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ambos recém-filiados ao Podemos. 

Militares conservadores desapontados com o atual presidente se reúne em um grupo de WhatsApp batizado "3V" - acrônimo ao estilo militar para a "terceira via" eleitoral.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o "3V" reúne oito nomes conhecidos nas Forças Armadas, quase todos oficiais de alta patente da reserva. Entre eles, há um coronel verde-oliva da ativa. 

As restrições da pandemia de covid-19 impediram muitos encontros presenciais - somente três ocorreram em apartamentos de generais no Plano Piloto, em Brasília.

Os militares acompanham os passos de Moro e acham que ele pode atender aos objetivos do grupo: impedir a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atualmente líder em pesquisas de intenção de voto, sem precisar apoiar a extrema-direita representada por Bolsonaro.

"A terceira via é uma boa solução para o impasse que vivemos. Há um medo grande da volta do PT, da esquerda", disse a O Estado de S. Paulo o general de Exército da reserva Paulo Chagas, decepcionado com Bolsonaro, a quem apoiou em 2018. "Vejo muitos militares que concordam que Bolsonaro foi uma decepção, preferiu reimplantar o presidencialismo de coalizão. A essência política não mudou nada."

Além de Santos Cruz e Paulo Chagas, integram o "3V" o general Maynard de Santa Rosa, ex-secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, o general Lauro Luís Pires da Silva, o coronel Walter Felix Cardoso, ambos ex-assessores da SAE. Outro rosto conhecido é o general Marco Aurélio Costa Vieira. Ex-secretário nacional do Esporte, demitido no início do governo Bolsonaro, o general Marco Aurélio é ligado ao ex-comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas - ele dirige o instituto que leva o nome de Villas Bôas. Todos são do Exército. Pela Marinha, participa o capitão de Mar e Guerra dos Fuzileiros Navais Álvaro José Teles Pacheco, conhecido como comandante Pachequinho.

Santos Cruz filiou-se ao diretório do Podemos no Distrito Federal, mas a direção ainda vai decidir se o transfere ao Rio, conforme conveniências eleitorais. O partido deseja que ele seja candidato a senador, embora especule-se que possa inclusive ser candidato a vice-presidente na chapa de Moro, caso a campanha falhe em preencher esse espaço com um nome de outro partido aliado.

Horas depois da cerimônia, Moro e Santos Cruz almoçaram com o general Otávio Santana do Rego Barros, ex-porta-voz de Bolsonaro e do Centro de Comunicação Social do Exército, também escanteado pelo governo e hoje um crítico dos desmandos bolsonaristas. Pelo menos mais um general do grupo "3V" está a caminho do Podemos, Paulo Chagas.

Outro entusiasta de Moro é o general Guilherme Theophilo, que trabalhou como secretário nacional de Segurança Pública no governo Bolsonaro, quando Moro era o ministro da Justiça e Segurança Pública. Ex-PSDB, partido pelo qual concorreu ao governo do Ceará em 2018, Theophilo está filiado ao Podemos e foi ao lançamento da pré-candidatura de Moro.

Um oficial da Marinha confirmou a O Estado de S. Paulo que no generalato da ativa, das três Forças, há conversas frequentes sobre a entrada de Moro na campanha e que ele pode ser uma alternativa a Bolsonaro no primeiro turno. O que mais os atrai é o histórico do ex-juiz, a imagem de "herói" prendendo a cúpula política e empresarial. Ele é visto como alguém de "coragem" que tentou levar adiante a agenda contra a impunidade, o que segundo esse oficial agrada muito ao meio militar. No segundo turno, seja Moro seja Bolsonaro, eles votam em quem for a opção para derrotar Lula.

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