Grupo dono da Universidade Metodista de São Paulo pede proteção contra falência

Ivan Martinez Vargas
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SÃO PAULO - O grupo Educação Metodista, dono de 18 instituições de ensino entre as quais estão a Universidade Metodista de São Paulo e a Universidade Metodista de Piracicaba, protocolou um pedido de cautelar antecedente à recuperação judicial na Justiça do Rio Grande do Sul na última sexta-feira.Crise:Candido Mendes prevê 20 polos de EAD no Rio e venda de imóveis para pagar credoresA figura jurídica, incomum em processos de reestruturação de empresas, visa obter proteção judicial contra a cobrança de dívidas antes da recuperação judicial em si. Em seu pedido, a Metodista, como é conhecida, argumenta que necessita da suspensão das execuções para pagar salários e manter suas atividades.As dívidas do grupo ultrapassam o montante de R$ 500 milhões, e a maior parte do passivo é trabalhista. O pedido não foi formulado em São Paulo, onde estão as principais operações da Metodista, e sim no Rio Grande do Sul, onde suas atividades se iniciaram.Hoje, somando todos os alunos em seus 11 colégios e 6 instituições de ensino superior, a Metodista tem 19 mil alunos, a maioria Em cursos de graduação.Desde 2017, segundo Aser Gonçalves Junior, diretor de operações estratégicas da empresa, a perda de alunos foi de 60%. A crise de deu após mudanças no Fies, programa governamental de financiamento de ensino superior privado que foi desidratado a partir do final do governo de Dilma Rousseff.A pandemia e a concorrência por alunos com grandes conglomerados de educação aceleraram a perda de receita, de acordo com o executivo.