Grupo de elite do sistema prisional do Rio é acionado após presas colocarem fogo em colchões

Carolina Heringer

Agentes do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio foram acionados no início da tarde desta terça-feira após presas do Instituto Penal Santo Expedido, em Bangu, na Zona Oeste, colocarem fogos em colchões na unidade.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Seap, o tumulto foi rapidamente controlado e as 26 detentas que iniciaram a confusão foram encaminhadas para a delegacia. O caso está sendo registrado na 35ª DP (Campo Grande), central de flagrantes da região. Ainda segundo a Seap, ninguém ficou ferido e a situação já foi normalizada. Além de responderem criminalmente, as presas ainda sofrerão sanções disciplinares.

O Santo Expedito, que era uma unidade para menores infratores, foi transformado em presídio para mulheres há um mês. O local passou a abrigar detentas do presídio Nelson Hungria, no Complexo de Gericinó, que passou a ser uma cadeia para homens.

O antigo Educandário Santo Expedito foi interditado em julho do ano passado, após decisão da juíza Lucia Glioche. O educandário funcionava há 21 anos de forma provisória e era a maior das unidades para menores infratores no Rio. Além da superlotação, um dos fatores que levaram à interdição foi a proximidade com os presídios para maiores de idade. A unidade é vizinha ao Complexo de Gericinó. O embate judicial para fechar o educandário já durava mais de dez anos.