Grupo de idosos dá prejuízo de R$ 70 mil à farmácia furtada na Zona Norte do Rio; veja vídeo

Os três idosos que furtaram uma farmácia no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, deram um prejuízo de cerca de R$ 70 mil. O cálculo foi passado pelo gerente do estabelecimento, Wallace da Conceição. O grupo esvaziou seis prateleiras onde só havia medicamentos de referência e caros, como um anticoagulante que custa R$ 350.

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— O mais impressionante é que apesar da idade parecem experientes nesse tipo de roubo. Levaram os medicamentos mais caros e deixaram para trás os genéricos e similares. Também não procuraram por dinheiro. Não mexeram no caixa. Ficaram só nos remédios. Não levaram outros produtos. Dá a entender que são especializados (nesse tipo de roubo) — avalia o gerente.

O caso aconteceu de madrugada, por volta das 2h de segunda-feira. Os três idosos demoraram 35 minutos na loja e foram embora numa Fiorino que estava estacionada na frente do estabelecimento. Na fuga, o trio teve o cuidado de repor os cadeados na porta, para disfarçar o arrombamento.

— Quando fui colocar a chave, vi que os cadeados estavam estourados e a porta aberta. Quando abrimos a loja tivemos a surpresa de encontrar as prateleiras vazias.

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O gerente, que é professor de muay thai, disse que se estivesse na loja na hora do furto não teria coragem de enfrentar os velhinhos, em respeito à idade. O grupo foi formado por uma mulher e dois homens. Um deles mal conseguia andar, conforme mostram as imagens da câmera de segurança na farmácia. Um outro esbarra numa bicicleta que estava dentro da loja e resmunga. A mulher entra primeiro levando uma lanterna para clarear e abrir caminho.

O furto praticado pelos velhinhos virou o assunto do dia no bairro. Apesar do prejuízo para a farmácia, clientes e vizinhos se divertiram com a ação da gangue da terceira idade.

— Achei engraçado. Ri muito. Não pelo prejuízo. É que nunca vi isso. Pessoas daquela idade furtando uma loja. Me lembrou dos "Irmãos Metralhas", personagens dos gibis da Disney que lia na infância — comparou o aposentado Paulo Rogério Freire Marinho, de 67 anos.

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A maitre de restaurante Leania da Silva, de 48 anos, não acredita que os remédios tenham sido levados para uso próprio, por conta da quantidade. Mas, mesmo se fosse, acha que o furto não se justificaria

— Absurdo. Nunca esperava por uma coisa dessas. A gente sabe do aperto que os aposentados passam, mas mesmo se fosse para uso próprio não justificaria.

O aposentado Carlos Martins, de 72 anos, que tem uma despesa mensal de R$ 300 com medicamentos de uso continuado, também acha que o furto não se justifica.

— Mesmo num momento de desespero não faz sentido — criticou.