Grupo investigado por vender terrenos clandestinos na Zona Oeste é alvo de ação do MP e da Polícia Civil

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) realizam, nesta manhã, uma operação contra um grupo investigado por comercializar terrenos clandestinos em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A quadrilha tem, ao menos, R$ 6 milhões em vendas de loteamentos ilegais. Investigações apontam também que a organização criminosa mantém vínculo com a milícia atuante na região.

A ação busca cumprir 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a quadrilhas, além de três mandados de prisão preventiva. Até o momento, Fabio Roberto de Oliveira de Alencar — apontado como um dos líderes do grupo — e Marcio César de Souza Ribeiro foram encontrados e detidos.

Os quatro empreendimentos, que não tinham qualquer autorização do poder público, tiveram anúncios divulgados nas redes sociais e os locais contavam com a presença de corretores. Duas empresas foram usadas como fachada para a atuação do grupo, a Construindo Alencar e a Jessica Empreendimentos Imobiliários.

De acordo com o Ministério Público, para erguer as construções, o grupo ainda praticou crimes ambientais, tais como, supressão vegetal — inclusive vegetação de Mata Atlântica —, corte de encostas, movimentação irregular de solo, terraplanagem e intervenção em Áreas de Preservação Permanente (APPs) — com alteração, soterramento e até represamento de curso hídrico.

Fabio Roberto e Carlos Alberto, os dois presos, são apontados como os financiadores do esquema, e tinham pleno domínio das obras realizadas nos locais. Já Marcio Cesar — que teve a prisão decretada por possuir uma condenação anterior — e Victor Emanuel atuavam na negociação dos lotes, se portando como corretores.