Grupo Itapemirim: administradora judicial pede falência da empresa

A administradora judicial do Grupo Itapemirim, EXM Partners, pediu a falência da empresa de transportes, alegando que a mesma não tem cumprido seu plano de recuperação judicial, há cinco anos. De acordo com a EXM, além de não pagar os credores, o grupo não tem capacidade de se manter em atividade.

O documento enviado à Primeira Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, justifica ainda que o processo "foi marcado por um altíssimo número de incidentes, o que ocasionou o aumento do passivo concursal".

Entre eles, os desvios dos controladores, incluindo de Sidnei Piva de Jesus e a criação da ITA Transportes Aéreos, cuja operação durou pouco mais de seis meses, consumiu R$ 42 milhões de recursos do Grupo Itapemirim (dinheiro que pertencia, inicialmente, aos credores), e por fim lesionou milhares de consumidores e trabalhadores. O prejuízo é até hoje inestimável, argumenta a administradora judicial.

No fim do ano passado, centenas de passageiros ficaram sem voos e sem assistência da então companhia aérea.

"O dinheiro que era dos credores serviu ainda como forma de indenização da sócia, Camila de Souza Valdívia, com sua saída da sociedade, que ocorreu em montantes milionários", diz o documento.

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