Grupo de Leite minimiza resistência do Cidadania e insiste em federação tucana com Podemos

*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 08.11.2021 - Entrevista com o governador Eduardo Leite (RS), que disputa as prévias do PSDB para a indicação do presidenciável do partido. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 08.11.2021 - Entrevista com o governador Eduardo Leite (RS), que disputa as prévias do PSDB para a indicação do presidenciável do partido. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Futuro presidente do PSDB, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, coloca como uma das prioridades para 2023 a formação de uma federação com o Podemos. Ele deve assumir o comando do partido em fevereiro, no lugar do atual presidente, Bruno Araújo.

Para oficializar a aliança partidária, no entanto, será necessário vencer a resistência do Cidadania, que já é federado com os tucanos. No último dia 28 de dezembro, a Executiva da legenda rejeitou agregar o Podemos à aliança.

Um dos aliados do governador no partido, o prefeito de Santo André, Paulinho Serra, afirma que a decisão do Cidadania não será empecilho.

"Com todo o respeito, pelo que eu soube foi uma decisão tomada na última semana do ano, sem a presença do presidente [Roberto Freire] e da bancada do partido. Esperamos que haja uma discussão mais calma, transparente e com as principais figuras do partido", diz Serra.

Para Leite assumir o comando do PSDB, está sendo articulada pelo atual presidente, Bruno Araújo, a renúncia da maioria dos membros da Executiva do partido. Segundo o estatuto, isso levará a uma nova eleição pelo diretório nacional, abrindo caminho para o gaúcho.