Grupo de Lima exige 'auditoria' urgente de eleições na Venezuela

Pessoas fazem fila em centro de votação em San Cristóbal, em Táchira, em 15 de outubro de 2017

Os doze países da América que integram o chamado "Grupo de Lima" exigiram nesta terça-feira (17) a realização urgente de uma "auditoria independente" de todo o processo eleitoral venezuelano.

Em declaração conjunta, os governos de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru "consideram urgente que se realize uma auditoria independente de todo o processo eleitoral, com o acompanhamento de observadores internacionais especializados e reconhecidos".

O texto adiciona que com isso se busca "esclarecer a controvérsia gerada sobre os resultados deste comício e conhecer o verdadeiro pronunciamento do povo venezuelano".

A situação venezuelana venceu 17 das 23 governos em disputa - o último o poder eleitoral se atribuiu, mas ainda não fez o anúncio.

Embora tivesse 20 antes das eleições deste domingo, o governo de Nicolás Maduro considerou o resultado como uma grande vitória, pois as pesquisas de opinião davam a oposição como franca favorita nestas eleições.

O Grupo de Lima foi criado em agosto passado na capital peruana, em ato durante o qual seus integrantes condenaram a "ruptura" da ordem democrática na Venezuela e desconheceram a Assembleia Constituinte impulsionada pelo presidente Nicolás Maduro, cuja eleição em julho foi acusada de fraudulenta pela oposição e é desconhecida pelos governos da América e da Europa.

Os Estados Unidos, a França e a União Europeia (UE) já tinham expressado sua preocupação pela "ausência" de eleições livres após as eleições venezuelanas.

A oposição venezuelana, que arrasou nas parlamentares de 2015, parece ter perdido o apoio de parte de seus seguidores, decepcionados após não terem conseguido tirar Maduro do poder com quatro meses de protestos que deixaram 125 mortos entre abril e julho.