Grupo de Lima se opõe a intervenção armada na Venezuela, diz chanceler peruano

Homem em cadeira de rodas passa em frente a um grafite contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas, 27 de janeiro de 2019

O Grupo de Lima se opõe a qualquer tipo de intervenção armada na Venezuela para depor o presidente Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (29) o chanceler peruano, Néstor Popolizio.

"Como Grupo de Lima dissemos que nós não apoiamos nenhuma intervenção militar na Venezuela", declarou Popolizio a jornalistas, acrescentando que no bloco "não temos nenhuma informação" sobre uma eventual ação militar estrangeira no país petroleiro.

Ele afirmou que a Colômbia negou qualquer vínculo com a versão de que 5.000 soldados americanos participariam em uma eventual invasão à Venezuela do país circulada na segunda-feira pelo conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, John Bolton.

Nesta terça, Maduro acusou Bolton de travar uma "guerra psicológica infantil" contra seu governo.

O chefe da diplomacia peruana lembrou que o bloco avaliará na próxima segunda-feira em Ottawa novos passos para apoiar o líder opositor Juan Guaidó, a quem 11 países do grupo reconhecem como "presidente encarregado" da Venezuela.

"Vamos continuar dando impulsos que apoiem o regime de Juan Guaidó, porque é o governo de transição estritamente apegado à Constituição venezuelana", disse Popolizio sobre o encontro em Ottawa, que foi convocado pelo Canadá.

Guaidó, chefe do parlamento venezuelano, se autoproclamou em 23 de janeiro presidente da Venezuela, depois que o Congresso controlado pela oposição declarou a "usurpação" do poder por parte de Maduro.

Onze dos 14 países do Grupo de Lima, que inclui países latino-americanos e o Canadá, reconheceram Guaidó. Os três membros do bloco que não se somaram a esta decisão foram México, Guiana e Santa Lúcia.

O Grupo de Lima foi criado em agosto de 2017 por iniciativa do Peru para promover uma saída pacífica para a crise política na Venezuela.