Grupo de Lira acusa Maia de parcialidade e ameaça recorrer ao STF por formação de blocos

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 03.02.2021 - Vista do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 03.02.2021 - Vista do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição para o comando da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e seus aliados abandonaram irritados a reunião em que estava sendo debatida a composição da próxima mesa diretora. Eles acusam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de parcialidade ao deferir a adesão do PT para o bloco de Baleia Rossi (MDB-SP) após o horário formal.

"O que o presidente Rodrigo está fazendo é um achaque à democracia brasileira. Ele acabou de ser total e completamente parcial na decisão, tanto que ele diz 'nosso bloco, nós vamos escolher'", afirmou o vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (Republicanos-SP).

"O PT aderiu ao bloco 12h06, e o prazo era 12h, e ele está deferindo o PT no bloco do outro candidato. Um bloco que não existe", afirmou. Pereira disse que o grupo se reuniria e que estava pensando em recorrer ao STF contra a decisão de Maia.

Já o deputado José Guimarães (PT-CE) afirmou que o partido tentou cadastrar a adesão no sistema, sem sucesso. "Nos tentamos até 11h59. O secretário da Mesa recebeu a mensagem", disse. "Eles querem ganhar no tapetão", acrescentou.

A reunião teve outros momentos de tensão. Lira e Maia bateram boca, e o grupo de Lira acusou Maia de burlar o regimento. Ambos engrossaram o tom. Segundo relatos, Maia disse a Lira que ele não estava em Alagoas após o candidato de Bolsonaro dar um tapa na mesa.

Lira, então, rebateu e afirmou que Maia não estava em um morro no Rio de Janeiro.