Grupo de militares que já foi bolsonarista e hoje se opõe ao governo adere a Moro

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BRASÍLIA - Militares que já integraram ou foram apoiadores do governo Jair Bolsonaro e atualmente se tornaram críticos do presidente da República já aderiram ao projeto político do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. O evento de filiação do ex-juiz da Operação Lava -Jato ao Podemos nesta quarta-feira, em Brasília, foi acompanhado por oficiais do Exército da reserva.

Colega de Moro no governo Bolsonaro, o ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, tem ajudado a aproximar militares da reserva e o integrante do Podemos. Após o evento de filiação, o general se encontrou com Moro na casa da presidente do Podemos, a deputada Renata Abreu (SP).

Amigo dos tempos da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) de Bolsonaro, o general deixou o governo em atrito com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, e hoje é um crítico da atual gestão.

— Eu vejo esse evento como um lançamento da candidatura do Sergio Moro, que é uma das esperanças para o Brasil. Tem várias opções aí, mas essa polarização não ajuda o Brasil em nada. Hoje estamos vendo o Orçamento Secreto, que é um Mensalão, é a mesma coisa. São dois populistas, que destroem a democracia da mesma forma, tentando comprar o Legislativo. Quando analisa os dois, são absolutamente iguais — disse o ex-ministro.

— Eu vejo uma grande possibilidade de Sergio Moro se eleger — afirmou.

Santos Cruz afirmou que também pode se filiar ao partido nas próximas semanas para disputar a eleição em cargo ainda não definido.

— Vou conversar com o partido (sobre qual cargo disputar). Vamos ver o que será decidido. Nas próximas duas ou três semanas será discutido — disse.

Outro militar que apoiou Bolsonaro em 2018, o general da reserva, Paulo Chagas, também compareceu ao evento de filiação de Moro no Podemos. Nas eleições passadas, fazia reuniões para discutir o futuro governo de Bolsonaro com colegas de fardas. Rompido com o presidente, ele não descarta também colaborar para o projeto político do ex-juiz da Lava-Jato.

— Gostei das propostas de Moro apresentadas no discurso, incluindo a defesa do fim da reeleição. As propostas deles vão ao encontro das minhas ideias do que deve ser um presidente - diz Chagas, que acusa Bolsonaro de ter traído suas promessas. - Se Moro for a opção de terceira via, é um excelente candidato e também poderia contribuir — diz Chagas.

O general foi candidato ao governo de Brasília pelo PRP e agora não descarta se filiar ao Podemos. Ele, no entanto, afirma que não tem planos de disputar uma nova eleição.

— O Podemos é o partido que mais preenche os meus requisitos — disse.

O grupo de militares entusiastas de Moro inclui o general Maynard Santa Rosa, que ocupou a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) no governo Bolsonaro. Além dele, o general Lauro Luís Pires da Silva e o coronel Walter Félix, que também passaram pelo governo. Militares que ainda despacham no Palácio do Planalto também demonstram simpatia pelo ex-juiz.

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