EUA tiram grupo opositor iraniano de lista de terrorismo

Os Estados Unidos tiraram esta sexta-feira o grupo opositor no exterior Mujahedines do Povo de sua lista de grupos terroristas.

A decisão, que põe fim a uma complexa batalha nos tribunais de Estados Unidos e Europa, ocorre às vésperas de 1° de outubro, data limite estabelecida por uma corte de apelações americana para que a secretária de Estado, Hillary Clinton, decidisse sobre o destino do grupo.

"A secretária de Estado decidiu, segundo a lei, revogar a designação do Mujahedeen-e-Khalq (MEK) e seus codinomes como organização terrorista estrangeira (FTO, na sigla em inglês) no âmbito da Lei de imigração e nacionalidade e tirar o MEK da lista de Terrorista global especialmente designado, sob a ordem executiva 13224", anunciou o Departamento de Estado em um comunicado.

O MEK investiu muito dinheiro e anos de intensa gestão para ser tirada da lista de grupos terroristas.

A organização foi fundada nos anos 1960 para se opor ao xá do Irã e depois da Revolução Islâmica de 1979 que o depôs, levantou armas contra os líderes clericais iranianos.

O grupo diz ter deposto as armas e que está trabalhando para derrubar o regime islâmico em Teerã através de métodos pacíficos.

No entanto, em sua nota sobre a decisão sobre o MEK, o Departamento de Estado destacou que não se esqueceu do passado militar do grupo.

"Com as ações de hoje, o Departamento não passa por cima ou esquece os atos terroristas realizados pelo MEK no passado, incluindo seu envolvimento no assassinato de civis americanos nos anos 1970 e o ataque em território americano em 1992", disse.

"O Departamento também tem sérias preocupações sobre o MEK como organização, particularmente em respeito a denúncias de abusos cometidos contra seus próprios colegas", explicou.

Os Estados Unidos designaram o MEK como uma "organização terrorista estrangeira" em 1997, colocando-o em uma categoria que inclui Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah.

O Departamento de Estado disse que a decisão de Hillary de tirar o grupo da lista "levou em conta a renúncia pública do MEK à violência, a ausência de atos de terrorismo confirmados por parte do MEK durante mais de uma década e sua cooperação para o fechamento pacífico do Camp Ashraf, sua histórica base paramilitar" no Iraque.

Uma das condições para tirar o grupo da lista foi que mais de 3.200 membros do MEK que vivem em Camp Ashraf, situado na província de Diyala, a nordeste de Bagdá, devem se mudar para outra área chamada Camp Liberty.

"Os Estados Unidos mantiveram consistentemente um interesse em buscar uma solução segura e humana para a situação em Camp Ashraf, assim como apoiar os esforços liderados pelas Nações Unidas para realocar os antigos residentes de Ashraf fora do Iraque", informou o Departamento de Estado.

O grupo comemorou a decisão adotada pelos Estados Unidos e se comprometeu a intensificar sua campanha internacional contra o regime de Teerã.

Maryam Rajavi, líder da organização, "deu as boas vindas e elogiou" a decisão de Clinton, por meio de um comunicado.

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