Grupo de passinho Oz Crias celebra show com OSB no Projeto Aquarius: 'União muito importante'

Logo após dançarem ao som do naipe de percussão da Orquestra Sinfônica Brasileira nos 50 anos do Projeto Aquarius, na Praça Mauá, os integrantes do grupo de passinho Oz Crias avaliaram a apresentação como uma chance de mostrar que o funk também é cultura e diminuir o preconceito com o ritmo vindo das favelas e da periferia.

O Projeto Aquarius é uma realização do GLOBO, com apresentação das empresas Vale e Vibra; patrocínio do governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura; apoio do Sesc-RJ; e parceria da Orquestra Sinfônica Brasileira.

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— Foi a oportunidade de levar o funk para onde ele não chega. Do palco, vimos vários olhinhos diferentes, de gente da classe média e da favela. Essa união é muito importante — avaliou Pablinho Fantástico, um dos integrantes do grupo, que tem jovens da Rocinha, do Lins e de Vila Isabel.

Diogo Breguete, outro dançarino do Oz Crias, também celebrou a oportunidade de unir funk com música clássica e apresentar o ritmo a outros públicos:

—Isso é bacana, ajuda a diminuir o preconceito. Também leva mensagens positivas e de paz — disse o jovem, acompanhado dos colegas Yuri Mister Passista e WB Negão.

Grudada na grade, próxima ao palco, a professora de teclado Valquíria Ayres, de 66, não desviava a atenção do que acontecia no palco. Moradora da Gamboa disse que nunca perdeu uma edição do Projeto Aquarius.

— Já fui a vários. Gosto muito. Isso é que é música de verdade. As pessoas precisam estudar muito para tocar. É preciso valorizar — disse

O público aproveitou cada espaço da esplanada da Praça Mauá para apreciar o espetáculo. Alguns subiram na base da estátua do Visconde de Mauá em busca de uma visão melhor. Outros sentaram no gramado na direção do Museu do Amanhã, de onde se tinha uma boa visão da lateral do palco.

Grades isolaram a linha do VLT para evitar acidentes, e agentes de trânsito orientaram o público. Aliás, o trenzinho elétrico foi uma das principais opções de acesso ao show, na estação Parada dos Museus, que deixava bem perto do palco. Policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) e agentes do Segurança Presente e da Guarda Municipal fizeram a segurança do evento.

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