Grupo pede na Justiça afastamento de Danilo Dupas da presidência do Inep

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RIO - A Educafro, a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação protocolaram na noite desta quarta-feira um pedido na Justiça para o afastamento do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Danilo Dupas.

Na última semana, 37 servidores pediram exoneração de cargos de chefia. Em entrevista ao Fantástico, eles alegaram, entre outras questões, assedio moral e até censura na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada no próximo domingo.

A ação pede que seja determinada imediata intervenção no Inep para o afastamento do atual presidente Danilo Dupas do cargo, nomeando-se como interventor servidor de carreira dentre os decanos do órgão, pelo período necessário para realização e correção integral dos exames Enem de 2021, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, para que os coordenadores demissionários anteriormente referidos reassumam seus cargos.

Também pedem o suprimento imediato e efetivo do cargo de Diretor de Tecnologia do Inep, por servidor de carreira que possua a necessária expertise, escolhido também dentre os decanos do órgão. Esse é um dos cargos mais importantes do instituto que está vago desde setembro.

Em reportagem do Fantástico veiculada neste domingo, um servidor relatou que pelo menos 20 questões da primeira versão da prova foram retiradas por motivos ideológicos. E que um agente da Polícia Federal teve acesso a uma área restrita do Inep, o que não era um procedimento comum nas gestões anteriores.

Questionado sobre essas denúncias, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, reiterou que não teve acesso à prova e pediu aos parlamentares para terem paciência e conferirem com os próprios olhos as questões do exame, que será aplicado nos dias 21 e 28 de novembro. - Vamos esperar e verificar as provas para ver se tem cunho ideológico. Eu gostaria de pedir um pouco de paciência sobretudo àqueles que estão fazendo um julgamento antecipado - disse ele.

Sobre a questão relacionada à PF, o ministro explicou que o agente policial adentrou a área reservada, porque o local havia sido alterado. - A Polícia Federal tem a legitimidade de ter acesso, porque nós ampliamos essa sala segura. Ele foi lá verificar as condições. Nada mais do que isso - pontuou ele, destacando que a presença do "perito" foi pedida oficialmente pelo presidente do Inep, Danilo Dupas .

A reunião teve momentos de tensão, com apelos de deputados da oposição para que Ribeiro demitisse o presidente do Inep ou que ele mesmo entregasse o cargo. Parlamentares governistas reagiram, acusando os adversários políticos de tentarem promover o caos dentro do MEC.

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