Grupo político do Flamengo se mobiliza contra contratação de goleiro Rossi por agressão à namorada

Além do meio-campista Juan Quintero, ex-River Plate, o Flamengo também negocia com o goleiro Agustín Rossi, do Boca Juniors. No entanto, a contratação do argentino de 27 anos não é bem vista para o grupo "Flamengo da Gente", que prometeu um twittaço à noite para pedir a não vinda do arqueiro.

O motivo da revolta é o passado conturbado de Rossi, que foi acusado de agredir e ameaçar de morte a ex-namorada, o que, inclusive, causou a desistência de sua contratação pelo time Minnesota United, da MLS, em 2019. Barbi Segovia chegou a expor conversas com o goleiro, que atuava no Defensa y Justicia, e fotos de hematomas. O jogador não comentou sobre o caso.

O movimento de torcedores fez duras críticas a diretoria e anunciou que fará uma mobilização no Twitter, a partir das 19h (de Brasília) desta quinta-feira. Na nota oficial, o "Flamengo da Gente" condena a contratação, além de afirmar que o grupo segue reforçando seu compromisso em defesa de um Flamengo que respeite e proteja a pluralidade da torcida.

#PulgarNão

Uma situação parecida aconteceu com o volante Erick Pulgar. Isso porque o chileno de 28 anos já se envolveu em casos de abuso sexual e até homicídio, o que fez com que a torcida do Flamengo criasse uma campanha contra a contratação do jogador. No entanto, sem sucesso, já que ele atua no clube rubro-negro atualmente.

De acordo com o jornal chileno El Deportivo, uma jovem de 24 anos alegou ter sido abusada sexualmente em uma festa organizada pelo jogador na capital Santiago, em junho de 2022. O portal afirma que a vítima estava em um bar no bairro de Las Condes, na zona sul da cidade, perdeu a consciência e só a recuperou na casa do volante, para onde foi levada junto a outras dez pessoas.

O chileno foi alvo de investigação e julgamento, em Santiago, no Chile. No entanto, após o trâmite processual, de acordo com os tribunais chilenos, Pulgar foi absolvido e inocentado das acusações. O jogador afirmou ainda não ter "conhecimento de quaisquer problemas que tenham surgido" em sua casa e que foi interrogado por ser o dono da residência. Por fim, afirmou: "não estou envolvido em nenhuma denúncia ou crime".