Grupo pró-Bolsonaro do Telegram com 63 mil membros é suspenso por promover 'conteúdo ilegal'

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SÃO PAULO — Um dos maiores grupos pró-Bolsonaro do Telegram foi suspenso por promover "conteúdo ilegal". Trata-se de um dos chats com maior circulação de mensagens de apoio ao governo federal e contestação do processo eleitoral.

Por volta das 11h46, o "SUPER GRUPO B-38 OFICIAL" (em referência à sigla do Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro tentou criar após deixar o PSL), com cerca de 63 mil membros, foi interrompido, e uma mensagem automática apareceu em seu lugar: "Desculpe, este grupo foi temporariamente suspenso para dar a seus moderadores tempo de limpá-lo após algum usuário ter publicado conteúdo ilegal. Nós reabriremos o grupo assim que a ordem for restabelecida", diz a mensagem. Em março, o Telegram assinou adesão ao Programa de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem o objetivo de combater conteúdos falsos relacionados ao processo eleitoral. A suspensão do Telegram havia sido determinada dois dias antes pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal, após a empresa driblar uma série de ordens judiciais para a exclusão de conteúdos considerados irregulares.

Entre as promessas assumidas pela empresa estava o monitoramento dos cem canais mais populares no país, entre eles o "B-38". No último domingo, O GLOBO mostrou que, mais de um mês depois do acordo firmado, parte desses chats continuava a abrigar publicações com desinformação relacionada às eleições.

Após a suspensão do canal, usuários em grupos armamentistas e de extrema direita começaram a debater o assunto. Um deles, num chat pró-armas, afirmou que "A política de uso do Telegram mudou. Era de se esperar que grupos mais radicais, como o B-38, fossem derrubados". Outro se questionou, em tom de ironia: "Será que grupos mais radicais de esquerda estão sendo fechados também?".

O Extra contou dezenas de outros grupos com conteúdo extremista similar ao do "B-38" que continuam operando. Neles, mentiras e ataques às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral, aos ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) e teorias da conspiração envolvendo um suposto complô contra Bolsonaro circulam diariamente.

Enquanto isso, chats antissemitas e nazistas continuam funcionando, com disseminação de apologia a Adolf Hitler e mensagens declaradamente racistas.

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