Grupos armados ilegais da Colômbia propõem acordo de cessar-fogo com próximo governo

Presidente eleito da Colômbia, Gustavo Petro, em Bogotá

Por Luis Jaime Acosta

BOGOTÁ (Reuters) - As principais gangues criminosas da Colômbia, que são ligadas à produção e ao tráfico de cocaína, propuseram nesta quinta-feira um acordo de cessar-fogo com o próximo governo do país, do presidente eleito Gustavo Petro, como um ponto de partida para negociações de paz, afirmaram seis grupos em nota.

Os grupos, que estão espalhados por toda a Colômbia, são acusados pelo atual governo de assassinar líderes sociais e de atacar militares do país andino como parte de uma estratégia para controlar as plantações de coca --o principal ingrediente da cocaína-- assim como os laboratórios para refino e produção e as rotas de tráfico de drogas.

"Não podemos ser indiferentes ao clamor da sociedade colombiana e o pensamento de seu presidente democraticamente eleito, para atingir a desejada paz e justiça social, entre outras coisas", afirmaram em nota seis grupos armados ilegais, incluindo o Clan del Golfo, os Caparros, e os Rastrojos.

Petro, um economista de 62 anos que irá se tornar o primeiro presidente de esquerda da Colômbia no dia 7 de agosto, propôs negociar com grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas durante sua campanha.

Alvaro Leyva, escolhido por Petro para ser seu ministro de Relações Exteriores, disse a jornalistas que a paz com todos os grupos ilegais armados é uma das propostas do presidente eleito para chegar à "paz total".

Os grupos criminosos, que segundo fontes de segurança acumulam cerca de 2 mil combatentes armados, estão dispostos a coordenar o cessar-fogo logo após a posse de Petro, afirma a nota.

Petro, que irá buscar aprovação no Congresso colombiano para projetos socioeconômicos ambiciosos para combater a pobreza e a desigualdade, espera consolidar a paz no país, que sofre por quase seis décadas com conflitos armados internos.

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